NA PARAÍBA
Suspeito de feminicídio tem histórico de agressões e duas condenações por violência contra a vítima

Elson Félix de Souza, de 35 anos, suspeito de matar uma mulher na manhã do último domingo (29), tem histórico de violência doméstica contra a vítima. De acordo com a Polícia Civil, a mulher havia registrado cinco processos criminais contra ele, e o suspeito foi preso e condenado duas vezes pelos crimes. Após o feminicídio, ele fugiu e continua foragido.

O Tribunal de Justiça confirmou que Elson foi preso pela primeira vez em janeiro de 2023, por mandado judicial decorrente de violência doméstica. Em março daquele ano, a Justiça aceitou a denúncia e o condenou a três anos de reclusão, em regime aberto.

Já em agosto de 2024, ele foi novamente preso, desta vez em flagrante. A Justiça acatou a nova denúncia e o condenou a dois anos, oito meses e dez dias de prisão. Desde então, Elson permaneceu detido.

Em março de 2025, as duas penas foram unificadas, resultando em uma condenação total de cinco anos, oito meses e dez dias, em regime fechado, devido à reincidência dos crimes.

Apesar disso, em dezembro de 2024, a vítima solicitou a revogação da medida protetiva de urgência, informando à polícia que havia reatado o relacionamento com o agressor. A solicitação foi enviada ao Judiciário, que analisou o caso e determinou a soltura do suspeito. A progressão de regime foi concedida no dia 26 de junho, três dias antes do crime, sem que fossem divulgadas as motivações para a decisão.

O crime

O feminicídio ocorreu por volta das 10h30 da manhã de domingo (29), em Itaporanga, no Sertão paraibano. A vítima foi identificada como Cláudia Kell de Oliveira Miguel, de 28 anos, que mantinha relacionamento com o suspeito. Segundo a investigação, o casal havia discutido no sábado anterior, e Cláudia teria manifestado o desejo de encerrar a relação.

Conforme relato da Polícia Civil, Elson Félix atirou três vezes na cabeça da mulher e também disparou contra a filha do casal, uma bebê de apenas 1 ano de idade. A criança foi socorrida e transferida para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, onde permanece internada em estado grave.

As buscas pelo suspeito continuam, e o caso está sendo tratado como feminicídio com tentativa de homicídio qualificado.

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