Foi preso na manhã desta terça-feira (1º) o homem suspeito de matar a companheira e atirar na própria filha de apenas um ano de idade, no município de Itaporanga, Sertão da Paraíba. Elson Félix de Souza, de 35 anos, estava foragido desde o crime, ocorrido no último domingo (29).
Segundo informações da Polícia Civil, o suspeito foi localizado em uma área de mata nas proximidades da cidade, onde estava escondido com uma barraca e uma faca. O cerco foi feito após informações repassadas pelo setor de inteligência da corporação.
De acordo com a Polícia Militar, o acusado estaria inicialmente sendo escondido por uma facção criminosa local, mas, com o cerco policial à comunidade, foi forçado a fugir para a zona rural.
Elson Félix agora será interrogado e permanecerá à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia.
Crime e histórico de violência
A vítima do feminicídio foi identificada como Cláudia Kell de Oliveira Miguel, de 28 anos. Segundo o delegado Ilamilto Simplício, o crime teria ocorrido após um desentendimento no sábado (28), quando a mulher decidiu encerrar o relacionamento. O suspeito não aceitou o fim da relação, a matou e ainda atirou na cabeça da filha do casal.
Cláudia morreu no local. Já a criança foi socorrida inicialmente para o Hospital de Itaporanga e, devido à gravidade, transferida para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, onde permanece internada na UTI pediátrica. O disparo atravessou o crânio da criança, que passou por cirurgia e segue em estado grave.
Solto dias antes do crime
Elson Félix havia sido solto três dias antes do feminicídio, após estar preso desde agosto de 2024 por agredir a mesma mulher. Em dezembro, Cláudia procurou a delegacia e manifestou desejo de retirar as medidas protetivas, alegando que tinha reatado o relacionamento.
O delegado explicou que o acusado tinha histórico de violência doméstica, com pelo menos cinco processos abertos por agressões à vítima. O suspeito chegou a ser preso e condenado por violência contra ela em outras ocasiões.
Segundo o Tribunal de Justiça da Paraíba, Elson havia sido preso pela primeira vez em janeiro de 2023. Em março do mesmo ano, foi condenado a três anos de reclusão, em regime aberto, por crimes relacionados à violência doméstica.
O caso levanta novos debates sobre a eficácia das medidas protetivas, reincidência de agressores e o acompanhamento de vítimas em situação de risco.

















