TENTATIVA DE GOLPE
Cabo Gilberto sai em defesa de Bolsonaro após pedido da PGR por condenação em caso de tentativa de golpe

O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL–PB) defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta terça-feira (15), um dia após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de condenação do ex-chefe do Executivo por suposta participação em uma tentativa de golpe de Estado.

Em entrevista, o parlamentar paraibano classificou a denúncia como “totalmente política” e criticou as colaborações premiadas utilizadas como base para parte da acusação. “É um julgamento totalmente político, sem pé e sem cabeça, desde o início. Prova disso é a delação, onde o delator foi torturado pelo Estado brasileiro”, declarou Cabo Gilberto, reforçando a narrativa de perseguição política frequentemente defendida por aliados de Bolsonaro.

O pedido da PGR encerra a fase de alegações finais do processo e acusa Bolsonaro e mais sete assessores próximos de articularem um plano para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2023. A Procuradoria sustenta que Bolsonaro teve papel central em uma tentativa de ruptura institucional, com base em documentos, delações e outras evidências coletadas ao longo da investigação.

Entre os crimes imputados ao ex-presidente estão:

  • Liderança de organização criminosa armada;

  • Tentativa de golpe de Estado;

  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito;

  • Dano qualificado contra o patrimônio da União;

  • Deterioração de patrimônio tombado.

O documento do Ministério Público aponta que Bolsonaro teve conhecimento e aprovou a chamada “minuta do golpe”, que previa um decreto de Estado de Sítio para anular as eleições de 2022. Também foi citado o plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”, supostamente elaborado para atentar contra a vida do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do STF Alexandre de Moraes.

O caso agora segue para análise do Supremo Tribunal Federal, que decidirá se acata ou não o pedido de condenação. Caso seja condenado, Bolsonaro poderá enfrentar penas significativas e ampliar o período em que ficará inelegível, aprofundando sua situação jurídica.

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