REDE DE PROTEÇÃO
Paraíba firma pacto para ampliar monitoramento eletrônico de agressores com medidas protetivas

Cinco instituições públicas assinaram, nesta terça-feira (15), um acordo de cooperação para intensificar o monitoramento de agressores de mulheres que estão sob medidas protetivas de urgência na Paraíba. A iniciativa tem como objetivo reforçar a rede de proteção às vítimas de violência doméstica e prevenir casos de feminicídio no estado.

O protocolo de intenções foi proposto pela Corregedoria do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e visa garantir a aplicação efetiva da monitoração eletrônica, conforme alterações previstas na Lei Federal nº 15.125/2025. A ideia é que, por meio de ações coordenadas entre diferentes órgãos, seja possível ampliar a vigilância sobre agressores e assegurar maior proteção às mulheres ameaçadas.

As instituições parceiras do acordo são:

  • Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB)

  • Ministério Público do Estado da Paraíba

  • Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana (SEMDH)

  • Secretaria de Segurança e Defesa Social

  • Secretaria de Administração Penitenciária (Seap)

  • Defensoria Pública do Estado

Durante a assinatura, o presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, destacou a importância da união dos poderes no enfrentamento à violência contra a mulher. “Está na hora de dar um basta. A sociedade que vivemos hoje não comporta mais esse tipo de violência. Cada instituição precisa assumir seu papel na proteção da cidadania, em especial da mulher”, afirmou.

O procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio Rocha Neto, explicou que o foco do acordo é a ampliação do uso de tornozeleiras eletrônicas em agressores, com acompanhamento sistemático. “Com essa medida, acreditamos que teremos melhores resultados na prevenção de novos episódios de violência”, disse.

A secretária da Mulher e da Diversidade Humana, Lídia Moura, afirmou que o protocolo fortalece o cumprimento das medidas judiciais e oferece segurança adicional às vítimas. “O monitoramento permite um acompanhamento mais próximo e efetivo de casos de risco.”

Para a defensora pública Madalena Abrantes, além da vigilância, o Estado tem o papel de atuar de forma educativa junto aos agressores. “Também é nossa responsabilidade mostrar as consequências de seus atos e promover uma mudança de mentalidade.”

A ação marca mais um passo no fortalecimento da política de enfrentamento à violência de gênero no estado, apostando na articulação institucional e na tecnologia como instrumentos de prevenção e proteção.

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