EM CAMPINA GRANDE
Gilberto exige retratação pública de padre por comentários sobre Preta Gil e religiões de matriz africana

Gilberto Gil notificou extrajudicialmente a Diocese de Campina Grande e o padre Danilo César, da Paróquia de Areial, devido a comentários considerados preconceituosos sobre a morte de sua filha, Preta Gil, e sobre as religiões de matriz africana. O caso, que gerou indignação e repercussão nacional, resultou na abertura de um inquérito policial para investigar o sacerdote por intolerância religiosa.

A notificação, confirmada pela equipe de Gil, exige que o padre se retrate pública e formalmente por meio do canal da paróquia, onde a missa foi transmitida. O cantor ressaltou que, mesmo após mais de 15 dias do ocorrido, não houve manifestação pública ou comunicação à família com o objetivo de retratar as “graves ofensas”. Além disso, o documento solicita a apuração e responsabilização eclesiástica do sacerdote, com a adoção de medidas disciplinares em até dez dias úteis.

Em uma entrevista à imprensa da Paraíba, a Diocese de Campina Grande informou que o sacerdote prestará todos os esclarecimentos necessários aos órgãos competentes. O padre Danilo César, por sua vez, não foi localizado para comentar a notificação.

Durante a homilia, o padre questionou a fé de Gilberto Gil e as religiões de matriz africana, afirmando: “Eu peço saúde, mas não alcanço saúde, é porque Deus sabe o que faz, ele sabe o que é melhor para você, que a morte é melhor para você. Como é o nome do pai de Preta Gil? Gilberto Gil fez uma oração aos orixás, cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil? Já enterraram?”.

A notificação de Gilberto Gil aponta que, ao abordar a relação entre fé e sofrimento, o padre Danilo César desqualificou as religiões de matriz africana, referindo-se a elas como “forças ocultas” e manifestando o desejo de que “o diabo levasse” seus praticantes.

O texto também destaca o “enorme desrespeito” ao luto da família e à memória e honra de Preta Gil. A notificação considera a conduta uma violação da liberdade religiosa, crime previsto no Código Penal com pena de dois a cinco anos. A gravidade do caso é reforçada pelo fato de a fala ter sido proferida durante uma função sacerdotal, podendo, segundo o documento, incitar fiéis à intolerância.


ENTENDA O CASO:

  • A fala do padre: Durante uma missa em Areial (PB), o padre Danilo César citou a morte de Preta Gil, associando sua fé em religiões de matriz africana à sua morte.
  • Inquérito policial: Após a fala, a Associação Cultural de Umbanda, Candomblé e Jurema Mãe Anália Maria prestou um boletim de ocorrência por intolerância religiosa, o que levou à abertura de um inquérito policial. Outros dois boletins foram registrados posteriormente.
  • A notificação: Gilberto Gil notificou extrajudicialmente a Diocese e o padre, exigindo retratação pública e a aplicação de medidas disciplinares.
  • Investigação: A Polícia Civil da Paraíba está ouvindo testemunhas e o padre será ouvido posteriormente. O inquérito tem um prazo inicial de 30 dias para ser finalizado.

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