O comandante-geral da Polícia Militar da Paraíba, coronel Sérgio Fonseca, afirmou nesta segunda-feira (18) que acredita na versão dos policiais que foram presos, suspeitos da morte de cinco jovens durante uma ação policial na cidade do Conde. A prisão dos PMs ocorreu durante uma operação, com o cumprimento de cinco dos seis mandados de prisão temporária expedidos.
Os policiais investigados são: Tenente Álex William de Lira Oliveira, Sargento Marcos Alberto de Sá Monteiro, Sargento Wellyson Luiz de Paula, Sargento Kobosque Imperiano Pontes, Cabo Edvaldo Monteval Alves Marques e Soldado Mikhaelson Shankley Ferreira Maciel.
Em entrevista à imprensa paraibana, o coronel Sérgio Fonseca defendeu a inocência dos agentes. “Nós acreditamos na versão dos policiais. Caso seja comprovado o contrário, eles vão pagar”, disse ele.
O comandante destacou que a prisão é uma medida temporária e que não significa uma condenação. Ele reforçou sua crença de que houve um confronto durante a ação que resultou na morte dos jovens, tese apresentada pelos próprios policiais. “O que aconteceu foi uma prisão temporária. Essa prisão temporária não significa condenação. Os nossos policiais, assim como qualquer cidadão, têm o direito do princípio da presunção de inocência. Como comandante, conhecendo os policiais, eu acredito que tenha tido confronto”, reiterou.
No entanto, a versão dos policiais é contestada por laudos periciais que indicam que não houve confronto. A perícia apontou que os dois carros onde estavam as vítimas foram atingidos por 90 disparos, feitos de fora para dentro. Apenas um tiro foi disparado de dentro de um dos veículos.
Diante dos laudos, o coronel Fonseca afirmou que, se a Polícia Civil e o Instituto de Polícia Científica (IPC) encontrarem indícios de execução, os policiais serão responsabilizados. “Eu não sei o que aconteceu naquele dia, tenho que acreditar no que os policiais falaram. Agora, se a Polícia Civil e o IPC encontrarem indícios de execução, vai ser provado. Não tenho dúvida que a Justiça paraibana vai dar oportunidade deles se defenderem”, completou.
A prisão dos policiais repercutiu entre os familiares das vítimas. Mães e parentes dos jovens foram até a Cidade da Polícia, em João Pessoa, para protestar com cartazes e fotos, afirmando que “não foi confronto, foi uma chacina”. Eles disseram que não acreditavam em justiça e se surpreenderam com a notícia da prisão temporária dos agentes.
RESUMO DA NOTÍCIA:
- Comandante da PM da Paraíba defende policiais presos.
- Motivo: Suspeita de envolvimento em mortes no Conde.
- Tese do comandante: Acredita na versão de confronto.
- Contraponto: Laudos da perícia indicam que não houve confronto.
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