POLÊMICA
Subprocurador-geral da República pede que TCU investigue indícios de rachadinha no gabinete de Hugo Motta

 

O subprocurador-geral Lucas Furtado solicitou ao Tribunal de Contas da União (TCU) que investigue movimentações financeiras no gabinete do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). O pedido, protocolado nesta segunda-feira (18), busca apurar a possível prática de “rachadinha”, a existência de funcionários fantasmas e o acúmulo indevido de cargos públicos.

A representação foi encaminhada após uma reportagem do portal Metrópoles revelar que a chefe de gabinete de Motta, Ivanadja Velloso Meira Lima, detém procurações com poderes “amplos e ilimitados” para movimentar contas e sacar salários de dez funcionários e ex-funcionários do parlamentar, totalizando mais de R$ 4,1 milhões.

Ivanadja Velloso já é ré em uma ação do Ministério Público Federal (MPF) que investiga um esquema semelhante no gabinete do deputado Wilson Santiago (Republicanos-PB), aliado de Hugo Motta.

No pedido, o subprocurador Lucas Furtado ressaltou que o uso de procurações para controlar salários de servidores, sem transparência, “compromete a integridade da gestão pública” e pode configurar enriquecimento ilícito e prejuízo ao erário. Ele sugeriu que o TCU recomende à Câmara a adoção de mecanismos mais rígidos de controle sobre a gestão de pessoal e o repasse de salários.

Além da atuação do Ministério Público junto ao TCU, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, também foi acionado. Em uma notícia-crime protocolada na última sexta-feira (15), o ex-deputado federal Deltan Dallagnol pediu que Hugo Motta e sua chefe de gabinete sejam investigados por supostas ilegalidades. Dallagnol solicitou a obtenção de fichas funcionais, registros de frequência, dados de contas-salário e cópias das procurações dos servidores citados, indicando que verbas públicas podem ter sido desviadas de sua finalidade.


RESUMO DA NOTÍCIA:

  • Investigação: TCU foi acionado para investigar gabinete de Hugo Motta.
  • Acusações: Suspeitas de “rachadinha”, funcionários fantasmas e acúmulo de cargos.
  • Chefe de gabinete: Ivanadja Velloso Meira Lima, que movimenta contas de funcionários.
  • Outras ações: O caso também foi encaminhado para a Procuradoria-Geral da República.

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