Em meio a uma nova fase da tensão entre o movimento bolsonarista e o Supremo Tribunal Federal (STF), o pastor Silas Malafaia elevou o tom e criticou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos–PB), por não pautar a proposta de anistia para os réus dos atos de 8 de janeiro.
Em entrevista à imprensa da Paraíba, Malafaia acusou o deputado de traição política e insinuou que ele estaria sendo pressionado por questões familiares em tramitação no STF. “A maioria dos deputados decidiu pela discussão da anistia, e o seu Hugo Motta, que não tem palavra, não pautou. Está preso no STF porque há coisas contra a família dele lá. Está fazendo um jogo sujo, vergonhoso”, afirmou o pastor, que ainda mandou um recado: “O povo da Paraíba vai dar uma resposta para ele”. Segundo Malafaia, o Congresso só age sob pressão popular.
Investigação e quebra de sigilos
Horas após a entrevista, o nome de Malafaia foi incluído pelo ministro Alexandre de Moraes em uma investigação que apura suposta tentativa de interferência do deputado Eduardo Bolsonaro (PL–SP) em processos judiciais que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A decisão do STF determinou a apreensão dos passaportes de Malafaia, que agora está proibido de deixar o país. Moraes também autorizou a quebra de sigilos telefônico, bancário e fiscal do pastor, além de permitir que a Polícia Federal (PF) acesse o conteúdo de seu celular, cujo desbloqueio, segundo ele, foi entregue voluntariamente.
“Vão descobrir o quê? Eu dei a senha porque não tenho medo de nada”, declarou Malafaia no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, após prestar depoimento em silêncio na sede da PF.
O STF suspeita que Malafaia tenha auxiliado Eduardo Bolsonaro em suposta tentativa de coação e obstrução da Justiça, ao articular, junto ao governo do ex-presidente americano Donald Trump, medidas que poderiam beneficiar Jair Bolsonaro em investigações sobre a tentativa de golpe entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023.
Críticas ao Supremo e defesa da anistia
Inconformado, o pastor criticou a investigação e o vazamento de conversas privadas com Jair Bolsonaro, nas quais eles discutiriam possíveis reações a sanções impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.
“Que país é esse que vaza conversas minhas particulares como se eu estivesse instruindo alguém? Quem sou eu para mandar no Eduardo Bolsonaro? A posição dele é dele”, argumentou. “É uma vergonha. Eu não vou me calar. Vai ter que me prender para me calar.”
Malafaia também usou a Constituição como argumento para defender a proposta de anistia aos presos do 8 de janeiro, afirmando que a concessão desse tipo de medida é prerrogativa do Congresso. “Se o STF considerar a anistia inconstitucional, estará rasgando a Constituição”, declarou.
Ele ainda lembrou o contexto da anistia aprovada no fim da ditadura militar: “A esquerda lutou pela anistia de guerrilheiros assassinos e assaltantes de banco que queriam instaurar a ditadura do proletariado”. Além das restrições judiciais, Malafaia agora também está proibido de manter contato com Jair e Eduardo Bolsonaro durante a tramitação das investigações.
RESUMO:
- Malafaia criticou Hugo Motta (Republicanos–PB) por não pautar a anistia aos réus do 8 de janeiro.
- Horas depois, ele se tornou alvo de uma investigação do STF, que apura suposta interferência de Eduardo Bolsonaro em processos.
- O ministro Alexandre de Moraes determinou a apreensão do passaporte e a quebra de sigilos do pastor.
- Malafaia está proibido de manter contato com Jair e Eduardo Bolsonaro.
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