A Câmara dos Deputados deve avançar nesta semana com a discussão da chamada PEC da Blindagem, uma Proposta de Emenda à Constituição que visa ampliar a proteção a deputados e senadores contra diversas medidas judiciais, como investigações, prisões e o uso de tornozeleira eletrônica.
A proposta em debate não é nova; ela foi apresentada originalmente em 2021, em um momento de tensões entre o Poder Judiciário e o Legislativo na gestão de Arthur Lira. Naquela época, a medida surgiu como reação à prisão do então deputado Daniel Silveira, mas não chegou a ser votada em plenário.
Agora, novamente em meio a embates com o Supremo Tribunal Federal (STF), líderes do Centrão pressionam o presidente da Câmara a retomar a votação. O novo relator, deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), deve apresentar seu parecer ainda nesta semana. Apesar de ter forte apelo no Centrão, a PEC encontra apoio em setores da oposição e até mesmo em parte do governo.
O que prevê a PEC da Blindagem
A Proposta de Emenda à Constituição estabelece três pontos principais que blindam o mandato e o parlamentar:
- Afastamento do Mandato: O parlamentar não poderá ser afastado do mandato por decisão judicial.
- Prisão: A prisão em flagrante só será permitida por crime inafiançável. Mesmo nesses casos, o parlamentar deverá ficar sob a custódia da Câmara ou do Senado até que o plenário da respectiva Casa decida se mantém ou não a prisão.
- Medidas Cautelares: Medidas cautelares diversas da prisão, como o uso de tornozeleira eletrônica ou a prisão domiciliar, só terão efeito após confirmação do plenário do STF.
Para tentar amenizar as críticas de que o Legislativo estaria buscando impunidade, a proposta prevê a inclusão de um prazo máximo para a deliberação das Casas. A ideia é que a PEC estabeleça um limite de 60 dias para a Câmara ou o Senado analisarem os pedidos de investigações, cautelares e prisões, impedindo que os processos sejam engavetados pelos próprios parlamentares.
RESUMO DA NOTÍCIA:
- A Câmara retoma a discussão da PEC da Blindagem, que amplia a proteção de deputados e senadores.
- A PEC proíbe o afastamento do mandato por decisão judicial.
- Prisões em flagrante só serão permitidas por crime inafiançável, com decisão final do plenário da Casa.
- Medidas cautelares (como tornozeleira) só valerão após confirmação do plenário do STF.
- Para evitar engavetamento, a PEC propõe um prazo máximo de 60 dias para a análise dos pedidos.
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