NOVA DECISÃO
Caso Ana Sophia: Justiça decide manter arquivado inquérito sobre desaparecimento

A Justiça da Paraíba decidiu manter o arquivamento do inquérito que investigou o desaparecimento de Ana Sophia Gomes dos Santos, de 8 anos, em julho de 2023, no município de Bananeiras. Ao mesmo tempo, o processo foi tornado público, com a retirada do sigilo.

A decisão, assinada em 23 de julho, confirmou que as investigações apontam Tiago Fontes Silva da Rocha como o único responsável pelo crime. Como ele tirou a própria vida durante a apuração, a punibilidade foi extinta. Com a ausência de outros suspeitos, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) solicitou o arquivamento do caso, que foi efetivado em 22 de agosto.


Detalhes da decisão e o pedido da família

O processo judicial revela que a mãe de Ana Sophia foi informada do arquivamento em outubro de 2024, mas não se manifestou dentro do prazo legal. Em maio deste ano, os pais da menina, João Simplício e Maria do Socorro, solicitaram a reabertura das investigações, alegando a existência de falhas e novos fatos.

O MPPB se opôs à reabertura, argumentando que os elementos apresentados pela família não eram provas novas, mas “reinterpretações de evidências já analisadas e descartadas”. A Justiça concordou com essa posição, destacando que o pedido foi feito quase sete meses após a mãe ser informada do arquivamento e que as alegações dos pais não configuravam evidências inéditas.

A decisão judicial registrou que a “irresignação, embora compreensível diante da dor da perda, não tem o condão de reabrir um procedimento já encerrado de acordo com as formalidades legais”.


Polícia e Ministério Público reforçam arquivamento

Em entrevista à imprensa da Paraíba, o promotor Edmilson de Campos Leite Filho confirmou que os advogados da família não apresentaram fatos novos e que o processo de arquivamento seguiu o rito normal. Ele garantiu que todas as linhas de investigação foram exploradas e que as evidências apontam para Tiago Fontes como o autor do crime. O promotor também esclareceu que a falta de localização do corpo da criança não é motivo para desarquivar o caso sem a apresentação de uma nova prova substancial.

A Polícia Civil, por meio de nota, tratou o caso como “devidamente elucidado” e informou que a investigação foi conduzida com rigor técnico, utilizando recursos tecnológicos e o apoio da Polícia Federal. O relatório final da polícia foi acolhido pelo MPPB, que considerou as provas sólidas.


Família contesta e pede reanálise

Os pais da criança, João Simplício e Maria do Socorro, afirmam que não concordam com o arquivamento e cobram a continuidade das investigações. “Eu peço, em nome do Senhor Jesus, que ele releia esse inquérito”, disse a mãe de Ana Sophia.

Os advogados da família sustentam que pontos importantes deixaram de ser investigados e que testemunhas precisam ser ouvidas novamente.


RESUMO DA NOTÍCIA:

  • A Justiça da Paraíba manteve o arquivamento do inquérito do desaparecimento de Ana Sophia.
  • O processo foi tornado público.
  • Tiago Fontes Silva da Rocha foi apontado como o único responsável pelo crime.
  • O Ministério Público da Paraíba e a Polícia Civil defendem o arquivamento, afirmando que não há novas provas.
  • A família da vítima pediu a reabertura do caso, mas a Justiça negou o pedido.

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