Um parecer elaborado pela Advocacia do Senado Federal a pedido da CPMI do INSS determinou que os nomes de pessoas que estiveram em gabinetes parlamentares devem permanecer sob sigilo. A consulta foi feita pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).
A restrição surge no momento em que a CPMI prioriza investigar o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Ele foi convocado na última terça-feira (26), mas a oposição também mira a lista de gabinetes que teria visitado no Congresso desde 2019, além de suas idas ao INSS e ao Ministério da Previdência.
Segundo o parecer, assinado pelo advogado do Senado Marcelo Cheli de Lima, seria inconstitucional requisitar a relação de acessos a gabinetes específicos. No entanto, não haveria impedimento para a obtenção dos registros de entrada e saída de pessoas nos prédios do Congresso Nacional.
Reações e divergências
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, criticou a decisão: “Não tem problema nenhum qualquer cidadão brasileiro visitar um gabinete parlamentar. O problema é esconder qual parlamentar recebeu a visita e qual assunto foi tratado”.
As divergências jurídicas também marcaram a participação do delegado da Polícia Federal Bruno Oliveira Pereira Bergamaschi, responsável pela operação Sem Desconto, deflagrada em abril. Em reunião fechada que durou cinco horas, ele inicialmente se recusou a responder perguntas, o que levou o presidente da CPMI a ameaçar prendê-lo. O impasse só foi resolvido após manifestação do ministro do STF, André Mendonça.
Pareceres em conflito
O primeiro parecer da Advocacia do Senado sustentava que um delegado não poderia se negar a fornecer informações sigilosas de inquéritos sob sua condução. Já um parecer posterior, da advogada-geral Gabrielle Tatith Pereira, flexibilizou a interpretação, permitindo ao delegado sugerir que a comissão recorra à Justiça para ter acesso a informações protegidas, a fim de evitar prejuízos a investigações em curso.
RESUMO DA NOTÍCIA:
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Parecer da Advocacia do Senado veta divulgação de acessos a gabinetes parlamentares.
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CPMI do INSS queria saber visitas do lobista “Careca do INSS”.
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Registros de entrada no Congresso podem ser liberados, mas sem detalhamento de gabinetes.
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Delegado da PF gerou impasse ao negar respostas em sessão.
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Novos pareceres deram brechas para proteger investigações em andamento.
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