DE OLHO EM 2026
Pedro reforça articulação com Efraim e Veneziano e critica polarização nacional

O presidente estadual do PSD na Paraíba e ex-deputado Pedro Cunha Lima afirmou, nesta quarta-feira (24), que o encontro recente com o senador Efraim Filho (União Brasil–PB) reforça uma articulação que já vem desde 2022. O político também destacou sua parceria com o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB–PB).

Em entrevista à imprensa da Paraíba, Pedro lembrou a união com Efraim na eleição passada. “Efraim foi meu parceiro de chapa em 2022. Vencemos o governo naquele pleito no campo da oposição, e seguimos marchando juntos para fortalecer esse campo”, declarou.

Ele ressaltou que mantém reciprocidade tanto com Efraim quanto com Veneziano, “e com todos que estiveram junto comigo naquele movimento”.


CRÍTICA À POLARIZAÇÃO

Pedro Cunha Lima reforçou que não se alinha nem a Lula nem a Bolsonaro. “Existe uma peculiaridade nacional; Veneziano apoia Lula, Efraim se aproxima de Bolsonaro, e quero deixar claro: não sou nem um nem outro”, afirmou.

Na análise do cenário político nacional, criticou a polarização: “Esse centro ainda não tem liderança clara, mas estou nessa posição desde 2018. Levo críticas de ambos os lados. Vejo um sentimento de virar essa página”, disse.

Ele defendeu mais equilíbrio no debate político: “O país precisa de serenidade, de um líder que una, não que incentive intolerância. Quem pensa diferente acaba sendo tratado como adversário. Isso precisa acabar”.


CÍCERO LUCENA E O JOGO NA OPOSIÇÃO

Sobre a movimentação do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (sem partido), que deixou a base governista e passou a ser cortejado pela oposição, Pedro fez ponderações.

“Em 2022, perdi não para um candidato, mas para uma estrutura. Foram quase 170 prefeitos alinhados ao governo. A entrada de um prefeito da capital no bloco oposicionista torna a disputa mais competitiva”, avaliou.

Embora tenha mantido postura discreta nos últimos meses, em meio ao protagonismo de Efraim e Cícero, Pedro vem sendo visto como peça importante de articulação no campo oposicionista, buscando reconquistar espaço político.

Candidato ao governo em 2022, ele chegou ao segundo turno, obtendo 47,49% dos votos, sendo derrotado por João Azevêdo (52,51%). Atualmente, a oposição na Paraíba reúne nomes como o senador Efraim Filho, o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil), e o deputado federal Romero Rodrigues (Podemos).


RESUMO:

  • Pedro Cunha Lima reforçou articulação com Efraim Filho e Veneziano;

  • Declarou não se alinhar nem a Lula nem a Bolsonaro;

  • Criticou a polarização nacional e defendeu equilíbrio;

  • Avaliou que a entrada de Cícero Lucena na oposição fortalece o bloco;

  • Reapareceu como figura de articulação após meses de postura discreta.


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