VETO LEGAL
Comissão da Câmara avança com projeto que invalida casamento de menores de 16 anos

VETO LEGALComissão da Câmara avança com projeto que invalida casamento de menores de 16 anos

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira, um projeto de lei que torna nulo o casamento de pessoas com menos de 16 anos. O texto, que altera o Código Civil, visa reforçar a proteção de crianças e adolescentes contra uniões precoces, garantindo a anulação absoluta desses vínculos matrimoniais.

De acordo com a legislação atual, o casamento antes dos 16 anos, idade núbil no Brasil, é considerado anulável, o que significa que depende da vontade das partes ou de seus representantes legais para ser desfeito. A nova proposta endurece a regra, classificando o ato como nulo de pleno direito, impedindo que a união gere qualquer efeito jurídico válido, independentemente de consentimento ou autorização judicial.

A relatora da matéria na comissão destacou a importância de alinhar a legislação brasileira aos tratados internacionais de direitos humanos, que classificam o casamento infantil como uma forma de violação e abuso. A parlamentar ressaltou que a medida é essencial para combater a exploração de menores e assegurar o pleno desenvolvimento de crianças e adolescentes, que muitas vezes são forçados a assumir responsabilidades adultas de forma prematura.

O projeto ainda passará por outras etapas antes de virar lei. A tramitação segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), onde será analisada a sua constitucionalidade e técnica legislativa. Caso receba sinal verde na CCJ, a proposta poderá seguir para votação no plenário da Câmara ou ir diretamente ao Senado Federal, dependendo do regime de urgência adotado pelos parlamentares.

RESUMO DA NOTÍCIA:

  • Comissão da Câmara aprovou projeto que torna nulo o casamento de menores de 16 anos.
  • A proposta altera o Código Civil, mudando o status da união de “anulável” para “nulo de pleno direito”.
  • A relatora argumentou que a medida alinha o Brasil a tratados internacionais contra o casamento infantil e protege o desenvolvimento das crianças.
  • O texto seguirá para análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de avançar para votação em plenário ou envio ao Senado.

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