Os Estados Unidos foram o segundo principal destino das exportações da Paraíba em 2024, com um total de US$ 35,6 milhões em produtos enviados ao mercado norte-americano, o que representa 21,6% das exportações totais do estado. A Paraíba ficou atrás apenas do Ceará e do Espírito Santo entre os estados com maior concentração de exportações para um único país.
A indústria de transformação de papel foi a principal responsável pelas vendas ao exterior, respondendo por 96,9% das exportações para os Estados Unidos. Entre os setores mais relevantes, o de alimentos liderou, com US$ 30,5 milhões (85,5%), seguido pelo de couro e calçados, com US$ 3,6 milhões (10,2%).
No primeiro semestre de 2025, a Paraíba exportou aproximadamente US$ 9,8 milhões para os Estados Unidos, sendo o país de destino com maior volume, embora esse montante represente apenas 12% do total exportado pelo estado no período. No total, a Paraíba vendeu bens para 68 países, somando mais de US$ 79,6 milhões em exportações no semestre.
Em 2024, o setor de açúcares e melaços foi responsável por mais de US$ 20 milhões em exportações, seguido pelo de sucos de frutas e vegetais, que somou US$ 9,6 milhões.
O cenário pode mudar com a aplicação de uma nova tarifa anunciada pelo presidente norte-americano, Donald Trump. A medida, que estabelece uma taxa de 50% sobre todas as exportações brasileiras aos Estados Unidos, está prevista para entrar em vigor a partir de 1º de agosto. A justificativa apresentada incluiu críticas ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e alegações, sem provas, de que o Brasil estaria violando princípios democráticos.
Estima-se que o chamado “tarifaço” tenha um impacto negativo de R$ 101 milhões no Produto Interno Bruto da Paraíba. O governo brasileiro respondeu que não aceitará retaliações unilaterais e que adotará medidas com base na Lei da Reciprocidade Econômica, destacando que a Justiça brasileira é soberana nos processos relacionados à tentativa de golpe de Estado ocorrida em 8 de janeiro de 2023.
A nova tarifa se somará às já existentes sobre produtos como aço e alumínio, que atualmente também enfrentam uma taxa de 50%.
















