Um fisioterapeuta foi agredido nesta terça-feira (19) por um policial militar no Hospital Trauminha de Mangabeira, em João Pessoa. A vítima, que preferiu não se identificar, relatou que a agressão ocorreu após ele informar ao policial que a visita à sua mãe, que estava internada, não seria permitida fora do horário estabelecido.
Em entrevista à imprensa da Paraíba, o fisioterapeuta descreveu o incidente: “Ele invadiu, dizendo que ninguém iria tirar ele dali, mostrando a arma na cintura e intimidando a equipe, que era 100% de mulheres e só eu de homem. Eu não permiti, ele não gostou e quando eu virei para avisar as meninas que já tinha chamado a Guarda Municipal, eu fui surpreendido com um soco na minha boca”.
A Polícia Militar informou que o agente estava de folga e não em serviço. O caso será encaminhado ao Comando do Policiamento Regional Metropolitano para as devidas providências.
A vítima relatou que, após a agressão, os pacientes ficaram assustados, pensando que uma pessoa em surto estava no hospital. O fisioterapeuta expressou seu sentimento de insegurança ao retornar ao trabalho: “Fica esse sentimento de revolta, esse sentimento de receio, de medo. Hoje me vejo com medo de voltar a desempenhar minha função. Eu me tornei mais uma estatística brasileira de um profissional da saúde que estava trabalhando em um ambiente que deveria ser neutro, mas que infelizmente passou por isso”.
O policial militar foi preso e levado para a Central de Polícia Civil, mas pagou fiança e responderá em liberdade pelos crimes de lesão corporal, ameaça e desacato.
Em nota, a Secretaria de Saúde de João Pessoa afirmou que está prestando todo o apoio necessário ao profissional agredido e que investe em sistemas de monitoramento de segurança nas unidades de saúde.
RESUMO DA NOTÍCIA:
- Um fisioterapeuta foi agredido por um policial militar no Hospital Trauminha de Mangabeira, em João Pessoa.
- A agressão ocorreu após o policial ser impedido de visitar a mãe fora do horário de visitas.
- O agressor estava de folga e foi preso, mas pagou fiança e responderá em liberdade por lesão corporal, ameaça e desacato.
- A Secretaria de Saúde de João Pessoa ofereceu apoio à vítima.
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