FEMINICÍDIO
Pedido de desaforamento suspende júri de acusado de matar ex-companheira em Cabedelo

O julgamento de David Oliveira de Araújo, acusado de matar a ex-companheira Thayane da Silva Rodrigu, foi suspenso nesta quinta-feira (21) após pedido de desaforamento feito pelo Ministério Público da Paraíba. A decisão foi deferida pela juíza Graziela Queiroga Gadelha de Sousa, que estava designada para presidir o Júri Popular na Comarca de Cabedelo.

Com a medida, o processo segue para a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba, que analisará o pedido. Caso seja aceito, o júri será transferido para outra comarca, preferencialmente a da Capital.

Em sua decisão, a magistrada destacou que estão presentes os requisitos legais para o desaforamento, entre eles a dificuldade de formação do Conselho de Sentença, o temor dos jurados, além da vinculação do réu a facções criminosas e do clima de intimidação de testemunhas na localidade.

“Represento pelo desaforamento do julgamento para outra Comarca, preferencialmente a da Capital, onde não existam os motivos acima expostos que possam influenciar no regular desfecho da causa, garantindo-se o anonimato dos jurados e a estrutura judicial adequada para assegurar um veredito justo e a segurança dos envolvidos”, afirmou a juíza.

O CRIME

De acordo com os autos, no dia 25 de abril de 2024, na Praia de Formosa, em Cabedelo, David Oliveira teria disparado um tiro na cabeça da ex-companheira, com quem havia rompido o relacionamento três meses antes.

Thayane já havia solicitado medida protetiva contra o acusado por episódios de violência, incluindo agressões físicas, ameaças constantes e humilhações. Em um dos episódios, ele teria cortado o cabelo da vítima contra a sua vontade.

Na noite do crime, a jovem contou a uma amiga que se encontraria com o ex-companheiro, que dizia querer conversar. Na praia, ele voltou a cortar seus cabelos com uma faca e, em seguida, disparou duas vezes com uma arma de fogo, atingindo-a na cabeça e causando a sua morte.

David Oliveira responde por homicídio triplamente qualificado: motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.


RESUMO DA NOTÍCIA:

  • Júri popular de David Oliveira, acusado de feminicídio, é suspenso em Cabedelo

  • Pedido de desaforamento foi feito pelo Ministério Público e deferido pela juíza

  • Processo segue para análise da Câmara Criminal do TJPB

  • Juíza apontou risco à ordem pública, temor dos jurados e intimidação de testemunhas

  • Crime aconteceu em abril de 2024, na Praia de Formosa

  • Réu responde por homicídio triplamente qualificado contra Thayane da Silva Rodrigu


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