INVESTIGAÇÃO ABERTA
Quebra de sigilo telefônico de policiais investigados por chacina é autorizada pela Justiça

A Justiça da Paraíba autorizou a quebra de sigilo telefônico dos policiais presos sob suspeita de envolvimento em uma chacina na cidade de Conde, na Região Metropolitana de João Pessoa. A decisão foi proferida pela juíza Lessandra Nara Torres Silva, da Vara Única do município.

Os policiais militares Mikhaelson Shankley Ferreira, Edvaldo Monteval Alves, Wellyson Luiz de Paula, Marcos Alberto de Sá e Kobosque Imperiano estão detidos desde o dia 18 de agosto no 1º Batalhão de Polícia Militar. Um sexto suspeito, o tenente Alexa William de Lira, não foi localizado e estaria em viagem ao exterior.

O pedido de quebra de sigilo partiu do Ministério Público da Paraíba (MPPB) com o objetivo de ampliar a investigação. Na decisão, a juíza afirmou que a medida é essencial para a apuração dos fatos, destacando que a proteção da ordem pública se sobrepõe à esfera privada neste caso.

Ela também ressaltou a importância de não se limitar apenas a depoimentos, que podem ser influenciados. Segundo a magistrada, a investigação moderna deve utilizar outros meios de prova, como conversas de WhatsApp, registros de chamadas e mídias de aparelhos celulares.

A juíza Lessandra Nara mencionou que o caso exige uma investigação detalhada, pois levanta a hipótese de que o crime está relacionado a uma atividade de extermínio. A magistrada afirmou que os policiais teriam utilizado sua função para eliminar as vítimas sob o pretexto de combater o crime.

A decisão da juíza também leva em conta o impacto das declarações públicas do comandante da Polícia Militar, Sérgio Fonseca, sobre o caso. Para a magistrada, isso reforça a necessidade de esgotar todas as possibilidades de investigação para garantir que a justiça seja aplicada.

RESUMO DA NOTÍCIA:

  • A juíza Lessandra Nara Torres Silva, do Conde, autorizou a quebra de sigilo telefônico de policiais investigados por uma chacina.
  • Os cinco policiais presos são: Mikhaelson Shankley Ferreira, Edvaldo Monteval Alves, Wellyson Luiz de Paula, Marcos Alberto de Sá e Kobosque Imperiano.
  • O tenente Alexa William de Lira, que também é investigado, está em viagem e não foi detido.
  • A decisão atende a um pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB) para ampliar a investigação.
  • A juíza argumentou que a quebra de sigilo é essencial, pois os depoimentos podem ser influenciados, e a investigação deve utilizar todos os meios de prova disponíveis.
  • A magistrada reforçou que o caso é grave, pois os policiais podem ter usado a função para praticar o crime.

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