A presidente eleita do PT na Paraíba, deputada estadual Cida Ramos, reagiu nesta quarta-feira (10) às declarações do presidente estadual do PL, Marcelo Queiroga, que chamou de “farsa” o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em entrevista à imprensa da Paraíba, no programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM, Cida saiu em defesa do ministro Alexandre de Moraes e afirmou que espera justiça contra quem, segundo ela, tentou destruir a democracia no Brasil.
“Ele [Queiroga] não age em defesa da democracia, mas de um grupo político que, de alguma forma, apoiou o que foi feito em 8 de janeiro. Se ele atenta contra as instituições, não pode desejar outra defesa que não seja o olhar de quem compactua com isso”, declarou.
A parlamentar ressaltou que o julgamento não é político, como defende Queiroga, mas um processo necessário para responsabilizar quem articulou a tentativa de golpe. “Que o STF faça justiça e condene quem preparou essa afronta à democracia brasileira”, reforçou.
As declarações vieram após Queiroga, ex-ministro da Saúde de Bolsonaro, publicar em suas redes sociais que o julgamento no STF era uma “perseguição política”. O dirigente partidário elogiou o voto do ministro Luiz Fux, que pediu a anulação do processo sob o argumento de incompetência do Supremo para julgar os réus.
No julgamento, que segue em curso na Primeira Turma do STF, o placar parcial está em 2 a 1 pela condenação. Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pela punição dos acusados, enquanto Fux defendeu a anulação. Os ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin ainda vão se pronunciar.
Se confirmada a condenação, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão, mas só serão executadas após o trânsito em julgado. Para que o caso seja levado ao plenário da Corte, são necessários pelo menos dois votos pela absolvição ou anulação.
RESUMO DA NOTÍCIA:
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Cida Ramos rebateu críticas de Marcelo Queiroga ao julgamento de Bolsonaro.
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A deputada defendeu Alexandre de Moraes e pediu justiça contra os responsáveis pelo 8 de janeiro.
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Queiroga chamou o processo de “perseguição política” e elogiou o voto de Luiz Fux.
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O placar parcial no STF está em 2 a 1 pela condenação.
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Ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin ainda irão votar.
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