O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), Jean Nunes, reagiu às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o funcionamento das delegacias no país e classificou a fala como “infeliz”. A manifestação ocorreu após o chefe do Executivo defender mudanças na estrutura da segurança pública e afirmar que muitas delegacias não funcionam durante a noite.
Para Jean Nunes, a declaração não retrata a realidade das forças de segurança brasileiras e acaba desconsiderando o esforço diário de policiais civis, militares e demais profissionais que atuam em regime de plantão para garantir atendimento à população durante 24 horas.
O presidente do Consesp destacou que as estruturas de plantão existentes nos estados garantem o funcionamento contínuo dos serviços essenciais de polícia judiciária e atendimento de ocorrências, especialmente em cidades-polo e regiões metropolitanas.
A declaração ocorre em meio ao debate nacional sobre a política de segurança pública e à tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, defendida pelo governo federal como mecanismo de integração entre as forças policiais do país. :contentReference[oaicite:2]{index=2}
Nos bastidores, integrantes da área da segurança avaliam que falas generalistas sobre o funcionamento das delegacias podem gerar interpretações equivocadas por parte da população e acabar atingindo a credibilidade das instituições responsáveis pelo combate à criminalidade.
O episódio reacende o debate sobre a estrutura da segurança pública brasileira, os investimentos necessários para ampliação do atendimento policial e o papel dos estados na execução das políticas de combate ao crime organizado.
RESUMO DA NOTÍCIA
- Jean Nunes classificou como “infeliz” uma declaração de Lula sobre delegacias.
- Presidente do Consesp afirmou que a fala não representa a realidade da segurança pública.
- Ele destacou a existência de serviços de plantão e atendimento contínuo nos estados.
- O debate ocorre em meio à discussão da PEC da Segurança Pública.
- O episódio gerou repercussão entre gestores da área de segurança.
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