O partido Republicanos decidiu, em reunião da bancada federal, não integrar a federação partidária com União Brasil (UB) e Progressistas (PP). A decisão foi tomada durante reunião nessa terça-feira (4) e frustra os planos de lideranças do Centrão, que buscavam formar um bloco com mais de 150 deputados e 17 senadores.
Na Paraíba, o partido Republicanos é comandado pelo atual presidente da Câmara, Hugo Motta. Já o União Brasil tem na presidência estadual o senador Efraim Morais, além do deputado Aguinaldo Ribeiro pelo Progressistas.
Segundo o deputado Lafayette Andrada (Republicanos-MG), cerca de 90% da bancada se posicionou contra a federação. O acordo, que uniria as siglas lideradas por Antônio Rueda (União), Marcos Pereira (Republicanos) e Ciro Nogueira (PP), exigiria uma atuação conjunta pelos próximos quatro anos.
O presidente do Republicanos, Marcos Pereira (SP), afirmou que a Executiva Nacional do partido deve referendar a decisão da bancada em até 20 dias. Embora ele não tenha consultado formalmente os congressistas sobre a federação, alguns parlamentares o procuraram para manifestar sua oposição à união temporária.
De acordo com Andrada, a decisão do Republicanos foi motivada, principalmente, pela preocupação com a perda de controle sobre diretórios estaduais e municipais. Pereira deve comunicar oficialmente a posição do partido a Antônio Rueda e Ciro Nogueira, e a expectativa é que os dirigentes do União Brasil e PP não tentem reverter a decisão.
As negociações para a federação entre as três siglas vinham ocorrendo desde o ano passado, com o objetivo de formar uma bancada maior que as do PT e do PL no Congresso. O ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), era um dos principais apoiadores do acordo.