O pai de Ana Sophia, menina desaparecida há dois anos no distrito de Roma, em Bananeiras, no Brejo paraibano, solicitou a reabertura das investigações sobre o caso. A informação foi confirmada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), que agora analisa o pedido para verificar se há elementos novos que justifiquem retomar o inquérito, encerrado anteriormente por falta de provas e pela morte do único suspeito.
Segundo o Ministério Público, o processo segue em sigilo até a conclusão da análise. Caso seja identificado algum fato relevante, o órgão poderá emitir parecer favorável à reabertura, mas caberá à Justiça a decisão final sobre a retomada das investigações.
O inquérito conduzido pela Polícia Civil concluiu que Ana Sophia foi vítima de um crime premeditado com motivação sexual. O principal suspeito, Tiago Fontes, morreu em novembro de 2023, antes de confessar o crime, embora tenha apresentado sinais de envolvimento, como pesquisas suspeitas em seu celular e contradições em depoimentos. O corpo da menina nunca foi encontrado.
Na época, a investigação apontou que Tiago, que tinha acesso à residência do sogro vizinho à casa da família de Ana Sophia, monitorava a rotina da criança. Imagens de câmeras de segurança registraram a última aparição da menina por volta das 12h36 do dia 4 de julho de 2023. Ela foi vista caminhando sozinha e, pouco depois, um vulto com características semelhantes às dela foi registrado entrando na casa do suspeito.
As autoridades acreditam que Tiago planejava o crime há pelo menos quatro meses. Em seu celular, foram encontradas buscas relacionadas à ocultação de cadáver, decomposição e crimes contra crianças. Ele chegou a ser interrogado pela polícia e, segundo os investigadores, esteve próximo de confessar o crime, mas recuou.
Tiago desapareceu em setembro de 2023 e foi encontrado morto quase dois meses depois, em uma área de mata fechada em Bananeiras. O corpo estava em avançado estado de decomposição, com sinais de que ele teria tirado a própria vida. Desde então, o inquérito foi encerrado e permanece sob sigilo.
Com o novo pedido da família, o caso poderá voltar a ser analisado, reacendendo a esperança por respostas sobre o paradeiro da menina e justiça para a família.
















