CLIMA TENSO
Eduardo Carneiro reage, critica exigências do Republicanos e aponta risco para segunda vaga ao Senado em 2026

O deputado estadual Eduardo Carneiro (Solidariedade) elevou o tom e expôs, nesta segunda-feira (1º), a insatisfação da Federação Solidariedade/PRD com o rumo das articulações para 2026. Em entrevista à imprensa da Paraíba, ele criticou diretamente o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos), e alertou que o comportamento do Republicanos pode inviabilizar composições e alterar o apoio à segunda vaga ao Senado, incluindo o nome do prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos).

Segundo Eduardo, a Federação já tomou decisões consideradas consensuais: apoio ao vice-governador Lucas Ribeiro (PP) para o Governo do Estado e ao governador João Azevêdo (PSB) para uma das vagas ao Senado. O impasse surge justamente na segunda vaga, onde o Republicanos tenta emplacar Nabor, mas enfrenta resistências.

O parlamentar relatou que o Republicanos tem imposto exigências que extrapolam o campo da negociação, como o controle da Assembleia Legislativa por mais dois biênios, indicação para o Tribunal de Contas e influência direta na formação da chapa majoritária. Para ele, o gesto desrespeita os demais partidos da base aliada.

“O agrupamento não é só o Republicanos. Não se pode sentar entre duas ou três pessoas e decidir o futuro de todos”, disparou. Eduardo afirmou que partidos como PT, PV, Podemos, PP, PSB e a própria Federação precisam ser ouvidos antes da consolidação de qualquer acordo.

O estopim foi a recente declaração de Adriano Galdino garantindo que a Assembleia continuará sob comando do Republicanos pelos próximos dois biênios, promessa vinculada ao acordo que envolve o apoio dos Ribeiro à candidatura de Lucas em 2026.

Eduardo considerou a afirmação precipitada e desrespeitosa. “A cadeira não é carimbada. A Assembleia não tem dono”, rebateu. Ele lembrou que o STF já proibiu mais de duas reconduções consecutivas, o que inviabilizaria uma nova disputa por parte de Galdino.

Diante do impasse, Eduardo admitiu que o apoio a Nabor Wanderley se tornou mais difícil. O acordo prévio entre Galdino e o grupo Ribeiro limita a margem de negociação da Federação e abre espaço para realinhamentos, incluindo uma possível aproximação com o MDB do senador Veneziano Vital do Rêgo.

Base acende alerta

Eduardo afirmou ter comunicado sua posição a lideranças da base, entre elas Aguinaldo Ribeiro (PP), Hugo Motta (Republicanos) e João Azevêdo. Ele defendeu que qualquer decisão sobre 2026 deve ser discutida de forma coletiva, e não imposta unilateralmente.

“Todos nós vamos às ruas pedir votos. Todos devem participar da construção da chapa majoritária.”

Com o impasse envolvendo a segunda vaga ao Senado e o embate sobre o comando da Assembleia, a base governista entra em um ciclo crescente de tensão, e a fala de Eduardo Carneiro marca um ponto de inflexão no tabuleiro político da Paraíba.


RESUMO DA NOTÍCIA:

  • Eduardo Carneiro critica exigências do Republicanos para 2026;

  • Deputado diz que partido quer controlar Assembleia por mais dois biênios;

  • Federação já definiu apoio a Lucas Ribeiro e João Azevêdo;

  • Impasse está na segunda vaga ao Senado, disputada pelo Republicanos;

  • Eduardo afirma que decisões precisam envolver todos os partidos da base;

  • Estopim foi fala de Galdino garantindo continuidade no comando da ALPB;

  • Possibilidade de apoio a Nabor Wanderley fica mais distante;

  • Federação considera realinhamento e eventual aproximação com MDB;

  • Base governista entra em novo ciclo de tensão política.


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