Passam a valer a partir desta sexta-feira (2) as novas regras para financiamento de imóveis pelo programa Minha Casa, Minha Vida, com a atualização do teto dos valores das habitações. A mudança vai ampliar o acesso à casa própria para famílias de menor renda, especialmente nas faixas 1 e 2.
A medida foi aprovada em dezembro pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e beneficia famílias com renda mensal de até R$ 4,7 mil, oferecendo taxas de juros mais baixas e prazos de financiamento mais longos.
Os novos limites consideram o porte dos municípios e abrangem cidades com população acima de 750 mil habitantes e entre 300 mil e 750 mil habitantes, além das categorias de metrópoles e capitais regionais. Os reajustes variam entre 4% e 6%, refletindo o aumento recente dos custos da construção civil.
Com a atualização, o teto dos imóveis financiáveis pelas faixas 1 e 2 passa a variar entre R$ 255 mil e R$ 270 mil, dependendo da localidade.
Novos tetos para financiamento
Faixas 1 e 2
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Capitais com mais de 750 mil habitantes: até R$ 260 mil
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Metrópoles com mais de 750 mil habitantes: até R$ 270 mil
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Metrópoles com população entre 300 mil e 750 mil habitantes: R$ 255 mil
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Capitais com população entre 300 mil e 750 mil habitantes: R$ 255 mil
Faixa 3
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Até R$ 350 mil
Faixa 4
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Até R$ 500 mil
Limites de renda por faixa
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Faixa 1: até R$ 2.850,00
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Faixa 2: de R$ 2.850,01 a R$ 4,7 mil
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Faixa 3: de R$ 4.700,01 a R$ 8,6 mil
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Faixa 4: até R$ 12 mil
Subsídios e orçamento recorde
Além da atualização dos tetos, o pacote mantém e reforça os subsídios do FGTS, que ajudam a reduzir o valor da entrada dos imóveis, principalmente para famílias de menor renda.
A mudança se soma a outras medidas aprovadas em novembro, que garantiram um orçamento recorde do FGTS para 2026, de R$ 160,5 bilhões, sendo R$ 144,5 bilhões destinados à habitação.
Segundo o Ministério das Cidades, estão previstos para 2026 cerca de R$ 12,5 bilhões em descontos habitacionais, concentrados nas famílias com menor renda.
Impacto nos municípios
Ao todo, 75 municípios serão impactados pelas novas regras, beneficiando aproximadamente 51,8 milhões de habitantes, especialmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde o aumento dos custos vinha dificultando novos empreendimentos, conforme avaliação da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
No Nordeste, 20 municípios foram contemplados, com destaque para cidades da Bahia, Ceará, Pernambuco e da Paraíba, onde Campina Grande está entre os municípios beneficiados pelo reajuste do teto.
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