O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), deputado estadual Adriano Galdino (Republicanos), adotou um tom cauteloso ao falar sobre a formação da chapa majoritária para 2026, mas foi direto ao tratar da disputa por vagas no Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB). Em entrevista, Galdino negou qualquer conversa direta sobre a indicação de vice para o governador Lucas Ribeiro e afirmou que esse debate ainda não chegou ao momento decisivo.
Durante as discussões sobre a sucessão estadual, o prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), também comentou as especulações envolvendo Adriano Galdino como possível vice na chapa de Lucas Ribeiro. Segundo Nabor, o nome de Galdino somaria bastante ao grupo político, pela sua força eleitoral e liderança dentro do Republicanos. No entanto, ele ponderou que a decisão é pessoal e cabe exclusivamente ao próprio Adriano tomar, destacando que não há imposição nem definição fechada sobre o tema neste momento.
Apesar da citação de Nabor, Adriano falou que o tema da vice-governadoria tem sido levantado apenas pela imprensa e por lideranças políticas nos bastidores, mas nunca tratado oficialmente com ele pelo governador João Azevêdo nem por aliados mais próximos do governo. “Essa questão da vice só quem trata é vocês. Ninguém nunca tratou nada de vice comigo. Nem João, nem Aguinaldo, nem Hugo. Só se fala do meu nome quando eu chego nas casas de prefeitos e deputados”, afirmou.
Galdino avaliou que a discussão sobre a vice deve ficar para mais adiante, possivelmente entre junho e julho, período tradicional de rearranjos políticos no estado. Demonstrando tranquilidade, disse não sentir falta desse diálogo agora e reforçou que está focado em sua pré-candidatura à reeleição como deputado estadual. “Estou absolutamente tranquilo e confortável. Estou fazendo meu dever de casa”, disse.
Se por um lado evitou cravar posições na chapa majoritária, por outro, foi enfático ao tratar das vagas no Tribunal de Contas do Estado. Adriano Galdino afirmou que há duas cadeiras em disputa: uma destinada a um deputado e outra que, segundo ele, deve ser ocupada por Deusdete Queiroga. Para o presidente da ALPB, a indicação de Deusdete é um caminho natural dentro do arranjo político do governo.
Sobre a segunda vaga, hoje vinculada ao conselheiro Nominando Diniz, que só se aposentaria no próximo ano, Galdino admitiu a possibilidade de antecipação da aposentadoria, caso haja diálogo político. “Esse diálogo com o conselheiro quem está fazendo é o próprio governador. Se houver esse entendimento, acho natural que se considere o nome de Deusdete para essa vaga”, opinou.
Questionado se ele próprio teria interesse na vaga reservada a um deputado, Galdino respondeu com ironia e deixou a porta aberta. “Um deputado. Que eu posso adiantar é que será preenchida por um deputado. Eu não sou deputado? Então estou dentro desse barco aí”, declarou.


















