Manifestantes ocuparam as galerias da Casa, nesta terça-feira (17), e foram recebidos por comissão de vereadores
Durante a sessão ordinária desta terça-feira (17), a Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) recebeu um grupo de ambulantes, que procurou o Legislativo Municipal para cobrar um posicionamento a respeito de um caso de abuso, sofrido por uma criança, no último fim de semana, na praia do Bessa. Da tribuna da casa, o vereador Marcos Henriques (PT) falou sobre suas impressões acerca do relato de assédio à filha de uma ambulante. Ele, a vereadora Jailma Carvalho (PSD) e os vereadores Odon Bezerra (PSB), Guguinha Moov Jampa (PSD) e Milanez Neto (MDB) formaram uma comissão para conversar com os representantes dos ambulantes.
“É um absurdo o que aconteceu na praia neste final de semana. Foi um caso que está tendo repercussão nacional. Precisamos fortalecer o sentimento de combate à essa prática de pessoas que vão à praia para humilhar, extorquir e assediar. Isso acontece de forma tão contumaz que assusta. O pior é que deve haver muito mais casos que não sabemos, por que a mulher ou a criança fica com medo ou envergonhada”, alertou o Marcos Henrique, presidente da Frente Parlamentar da Criança e do Adolescente na CMJP.
O vereador também ressaltou que as pessoas vítimas de assédio sofrem com a prepotência do agressor, que sempre ameaça com a expressão “sabe com quem está falando?”. “O delegado ainda teve a audácia de perguntar se sabiam com quem estavam falando, se vangloriando do fato de ser delegado. Como se os delegados não precisassem cumprir as leis. Essa realidade de impunidade precisa ser quebrada. As marcas de quem passa por uma situação de assédio são eternas”, arguiu.
“Dessa reunião, tiramos alguns apontamentos e vamos passar para a Polícia Militar e para a Frente Parlamentar que trata desse assunto nesta Casa, da qual sou presidente. Também vamos tratar de regulamentar a profissão dos ambulantes. Eles precisam de uma regulamentação que lhes garanta proteção social”, defendeu.
O caso
Segundo relatos de uma comerciante que trabalha em um quiosque da praia do Bessa, um homem teria mostrado as partes íntimas para a criança, que é filha dela. De acordo com apurações da polícia, o indivíduo é delegado – servidor lotado na Corregedoria da Polícia Civil, órgão ligado à Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (SESDS).




















