Vereador Damásio Franca Neto (PP) foi o autor da propositura
A tarde desta terça-feira (09) foi marcada, na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), pela realização de sessão especial para debater sobre a campanha ‘Maio Verde’, enfocando na conscientização sobre a doença celíaca, uma condição autoimune grave desencadeada pela ingestão de glúten.
O vereador Damásio Franca Neto (PP) foi o autor da propositura e falou sobre a importância de se debater sobre o tema. “Nosso gabinete sempre esteve aberto para trazer debates sobre temas relevantes, como a campanha Maio Verde, que trata sobre a conscientização a respeito das alergias alimentares. Por isso, trouxemos esse debate para a Casa, com a presença de representantes de entidades e também mães de crianças que possuem restrições e doenças alimentares, buscando maneiras de contribuir, através de leis e fiscalização na cidade de João Pessoa”, afirmou.
A presidente da Associação de Apoio à APLV e Alergias Alimentares da Paraíba (A4PB), Yze Nobre, afirmou que o momento pode ajudar pessoas que possuem doenças e restrições alimentares na cidade. “Hoje, estamos aqui para mostrar o que as pessoas com restrições passam na sociedade, mostrando a importância de incluí-las, tanto na parte da saúde, como na parte da educação e, principalmente, no dia a dia, porque são pessoas que possuem muitas dificuldades. Debates como esse fazem a gente chegar em patamares que, sem a política pública, nós não chegaríamos”, avaliou.
Segundo Yze Nobre, as pessoas que possuem restrições ou doenças alimentares sofrem, sobretudo, pela falta de acesso a direitos. “Muitas mães nos procuram para relatar dificuldades em matricular os filhos nas escolas. Muitos pacientes que estão internados nos hospitais também sofrem, porque não têm a alimentação respeitada e, com isso, podem passar de um problema para outro ainda mais grave, por conta da alimentação”, destacou.
Roberta Lima, representante do Grupo Celíaco da Paraíba, relatou que começou a produzir alimentos para pessoas celíacas por causa própria. “Desde quando tive o diagnóstico, senti o desafio que era me alimentar fora de casa e encontrar locais seguros. Toda essa dificuldade, que nós enfrentamos, me fez empreender nesse ramo, trazendo uma alimentação segura para que as pessoas possam ter um convívio social”, defendeu.
“A questão da restrição nunca foi uma questão de mimimi ou frescura. As mães e os pais não podem tomar a frente de fiscal de nutricionista nessa questão da inclusão alimentar, é obrigação do estado apresentar políticas públicas que possam oportunizar, seja nas escolas ou hospitais, em todo ambiente público, essa disponibilidade de acesso à alimentação, um direito básico que todo cidadão ou criança tem”, pontuou Bruno Girão, advogado.
Por fim, Janaína Japiassú, nutricionista e membro do programa de saúde da criança do Ministério da Saúde, concluiu dizendo que o Ministério da Saúde está trabalhando o assunto e buscando capacitar os profissionais nessa área. “Já tivemos alguns avanços e reforçamos alguns pontos, como a alimentação escolar, para que as crianças com alergias e restrições possam ter o direito à alimentação dentro da escola, inclusive porque, para muitas, é a refeição que ela tem garantida”, finalizou.
























