Mais um capítulo do caso que ganhou repercussão em todo o estado após a prisão do pastor Leonardo Silva, durante um culto evangélico em Cajazeiras. Nesta sexta-feira (17), a vizinha que acionou a Polícia Militar por causa do som alto confirmou que um dos policiais utilizou uma expressão ofensiva contra uma mulher que participava da celebração, episódio apontado pelo religioso como o estopim da confusão que terminou com sua prisão.
Em entrevista à imprensa local, Regina Celestial, autora da denúncia por perturbação do sossego, afirmou que o pastor atendeu ao pedido da guarnição e reduziu o volume do som. Segundo ela, a situação saiu do controle quando uma fiel questionou a atuação dos policiais. Nesse momento, de acordo com seu relato, um dos militares respondeu: “Sai pra lá, Satanás”, dirigindo-se à mulher.
Regina contou que foi justamente após essa fala que o pastor interveio para defender a integrante da igreja. “O pastor foi para cima do policial e disse: ‘Me prenda, mas eu não aceito você falar assim com ela’”, relatou. Embora tenha procurado justificar a atuação da Polícia Militar por ter sido quem solicitou a ocorrência, a vizinha reconheceu que houve truculência na abordagem.
A versão apresentada reforça o relato feito pelo pastor Leonardo Silva durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da FM 100.5. O religioso afirmou que atendeu imediatamente à determinação para reduzir o volume do som e que somente passou a questionar a ação policial após ouvir um dos militares mandar uma fiel “calar a boca” e chamá-la de “Satanás”. Segundo ele, foi a partir desse momento que recebeu voz de prisão.
O pastor também afirma que os policiais não apresentaram equipamento para aferição do nível de ruído, apesar do pedido feito durante a ocorrência. Além disso, sustenta que foi vítima de intolerância religiosa e informou que já adotou medidas judiciais e administrativas contra o policial envolvido na abordagem.
Em entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, o comandante-geral da Polícia Militar da Paraíba, coronel Ronildo, informou que a Corregedoria da corporação instaurou procedimento para apurar o caso. Segundo ele, todos os envolvidos serão ouvidos e a investigação buscará esclarecer as diferentes versões apresentadas sobre a ocorrência.
RESUMO DA NOTÍCIA
- Vizinha que acionou a PM confirmou que um policial chamou uma fiel de “Satanás”.
- Ela afirmou que o pastor interveio para defender a mulher e acabou sendo preso.
- O religioso sustenta que foi vítima de intolerância religiosa e denuncia truculência policial.
- A Corregedoria da Polícia Militar instaurou procedimento para apurar a ocorrência.
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- Pastor denuncia intolerância religiosa após ser preso durante culto em Cajazeiras.
- Comandante-geral da PM determina apuração sobre prisão de pastor durante celebração religiosa.
- Caso gera repercussão estadual e passa a ser investigado pela Corregedoria da Polícia Militar.


























