23 de julho de 2026
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deve manter paralisada a votação de projetos considerados prioritários pelo governo federal até o fim das eleições deste ano. A avaliação é compartilhada por integrantes do Palácio do Planalto, que já trabalham com a possibilidade de que as principais propostas só sejam apreciadas após o pleito.
Entre as matérias que devem permanecer fora da pauta estão a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1, a PEC da Segurança Pública e o projeto de regulamentação da exploração de minerais críticos e terras raras.
Nos bastidores, a leitura é de que a proximidade das eleições tende a esvaziar o Congresso Nacional, com deputados e senadores concentrando suas agendas nos respectivos estados durante a campanha eleitoral. O cenário reduz as chances de votação de propostas de grande repercussão política.
Outro fator apontado para o travamento da pauta é o desgaste na relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Davi Alcolumbre. A interlocução entre os dois permanece fragilizada desde a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), episódio que ampliou a distância entre o Palácio do Planalto e a presidência do Senado.
Sem consenso político e com o calendário eleitoral avançando, a expectativa é de que o Senado concentre suas atividades em votações pontuais e sessões de esforço concentrado, deixando para depois das eleições a análise das propostas de maior impacto nacional.
Entre os temas que deverão aguardar uma definição estão o fim da jornada 6×1, considerado uma das principais bandeiras do governo na área trabalhista, a PEC da Segurança Pública e a regulamentação das terras raras, projeto estratégico para ampliar investimentos na exploração de minerais considerados essenciais para os setores de tecnologia, defesa e transição energética.
RESUMO DA NOTÍCIA
A expectativa no governo federal é de que Davi Alcolumbre mantenha travadas até depois das eleições propostas consideradas prioritárias, como a PEC do fim da escala 6×1, a PEC da Segurança Pública e o projeto das terras raras. O cenário é atribuído ao calendário eleitoral e ao impasse político entre o Planalto e a presidência do Senado.
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