João Pessoa segue consolidando sua posição como principal motor da geração de empregos formais da Paraíba. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), referentes ao primeiro semestre de 2026 e divulgados nesta quarta-feira (29), mostram que a Capital foi responsável por 86% de todas as vagas com carteira assinada criadas no Estado entre janeiro e junho deste ano.

No período, João Pessoa acumulou 5.692 vagas líquidas, enquanto a Paraíba registrou 6.603 novos postos formais, demonstrando a forte participação da cidade no desempenho estadual. Somente em junho, a Capital encerrou o mês com 803 vagas líquidas, resultado de 10.036 admissões e 9.233 desligamentos. Das 2.365 vagas criadas em toda a Paraíba no mês, 33,9% foram geradas em João Pessoa.
Crescimento acima da média nacional – Além do volume de empregos criados, João Pessoa também apresentou um crescimento proporcional superior às médias do Brasil e do Nordeste. O estoque de empregos formais da Capital passou de 234.710 vínculos, em dezembro de 2025, para 240.402 ao final de junho deste ano, representando um crescimento de 2,43% no primeiro semestre. O desempenho supera a média brasileira, que foi de 1,96%, e a do Nordeste, de 1,68% no mesmo período.
Destaque entre as capitais brasileiras – No ranking nacional, João Pessoa ocupa a 8ª posição entre as 27 capitais brasileiras em crescimento do emprego formal no primeiro semestre. Entre as capitais nordestinas, a cidade aparece em 3º lugar, atrás apenas de Salvador (2,79%) e São Luís (2,74%), superando importantes mercados de trabalho como Recife (2,25%) e Fortaleza (2,07%). Outro dado que reforça a força do desempenho é que João Pessoa possui uma das maiores bases de empregos entre as capitais que lideram o ranking, tornando o crescimento percentual ainda mais expressivo.
Terceira maior expansão do País em 12 meses – Considerando o período entre julho de 2025 e junho de 2026, João Pessoa registrou 12.273 vagas líquidas, crescimento de 5,38%. O resultado coloca a Capital como a 3ª colocada entre todas as capitais brasileiras, atrás apenas de Macapá (7,62%) e São Luís (5,91%). No Nordeste, João Pessoa ocupa a segunda posição, ficando atrás somente da capital maranhense.



Melhor desempenho dos últimos cinco anos e meio – Na série histórica iniciada em janeiro de 2021, João Pessoa alcança seu melhor resultado. Nos últimos 66 meses, foram criadas 68.551 vagas formais, representando crescimento de 39,89% sobre o estoque de empregos existente em dezembro de 2020. O índice coloca João Pessoa como 1ª colocada do Nordeste e 3ª do Brasil, atrás apenas de Macapá (57,49%) e Boa Vista (48,09%), capitais que possuem mercados formais significativamente menores. Entre as capitais nordestinas, João Pessoa supera São Luís (35,15%), Salvador (32,00%), Recife (30,98%) e Fortaleza (28,82%).
Para o secretário executivo de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedest), João Bosco, os números confirmam um ciclo sustentável de expansão do mercado de trabalho da Capital. “João Pessoa vive um ciclo de expansão do emprego formal que é, sem exagero, um dos mais consistentes do Brasil. Em cinco anos e meio, o estoque de vínculos cresceu quase 40%, terceiro maior avanço entre as 27 capitais e o primeiro do Nordeste. Isso não é um dado de um mês, é uma tendência de 66 meses. É preciso reconhecer”, afirmou.
Segundo ele, além do avanço no emprego, a cidade também vem ampliando sua participação na economia estadual. “A Capital cresce rapidamente. Em 2023, o PIB de João Pessoa era o segundo menor entre todas as capitais brasileiras, à frente apenas de Aracaju. Hoje, subir do 56º para o 49º lugar no ranking nacional representa um avanço importante, e a cidade já responde por quase 30% da economia da Paraíba”, destacou.
João Bosco também chamou atenção para a concentração da geração de empregos na Capital e os desafios que esse cenário impõe. “O dado que mais chama atenção é essa assimetria. João Pessoa responde por cerca de 30% do PIB do estado, mas gerou 48% de todo o emprego formal líquido da Paraíba nos últimos cinco anos e meio, chegando a 86% neste primeiro semestre. A capital está absorvendo o dinamismo econômico do estado inteiro. Isso demonstra sua força, mas também evidencia a estagnação de parte do interior, gerando impactos sobre moradia, mobilidade urbana e serviços públicos em uma cidade que já se aproxima dos 900 mil habitantes”, concluiu João Bosco.
Felipe Silveira
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