CLIMA TENSO
Cabo Gilberto reage à decisão de Moraes e nega participação em protesto: “Mais um erro do STF”

O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB) criticou duramente, nesta segunda-feira (28), a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou sua prisão caso participasse de um acampamento de protesto na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Em resposta, o parlamentar afirmou que não estava na capital federal, e sim trabalhando na Paraíba, classificando Moraes como um “ditador da toga” e alegando perseguição.

“Estamos denunciando há bastante tempo os desmandos da ditadura da toga comandada por Moraes. Ele está literalmente afundando o Brasil. Agora, com essa decisão absurda, rasgando a Constituição… quem vai questionar?”, declarou o deputado.

Cabo Gilberto também fez um apelo à população, convocando pressão popular sobre o Senado Federal:

“Peço que todos pressionem o Senado para que casse o mandato do ditador da toga que está afundando o país com tantas decisões ilegais.”

A manifestação do parlamentar veio após decisão de Alexandre de Moraes que determinou a retirada de parlamentares do PL que estariam acampados em frente ao STF em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão incluiu autorização de prisão em flagrante em caso de resistência.

Além de Cabo Gilberto, foram citados na decisão os deputados Hélio Lopes (PL-RJ), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e Rodrigo da Zaeli (PL-MT). A medida foi baseada em pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que argumentou que o acampamento teria caráter semelhante aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Pelas redes sociais, Cabo Gilberto reiterou que não esteve em Brasília:

“Mais um erro grave do STF. Eu estou trabalhando na Paraíba neste momento. Não estou na Praça dos Três Poderes, como afirmou a decisão.”

O deputado Hélio Lopes, por exemplo, desmontou sua barraca em frente ao STF ainda na madrugada do sábado (26), após a decisão.

Segundo o ministro Moraes, o acampamento teria o objetivo de “inviabilizar o funcionamento do STF e subverter a ordem democrática”. Ele afirmou que o direito à manifestação não pode ser utilizado de forma abusiva, comprometendo a segurança nacional e a ordem pública.

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