Cinco policiais presos sob a suspeita de envolvimento na morte de cinco jovens no município do Conde, na Paraíba, se recusam a usar a tornozeleira eletrônica, uma das condições para a soltura determinada pela Justiça. A informação foi confirmada pela defesa dos investigados à imprensa da Paraíba.
De acordo com o advogado, os policiais “se sentem humilhados” com a medida e não aceitam utilizá-la. A decisão judicial, que determinou a soltura deles nesta terça-feira, 9 de setembro, impôs uma série de medidas cautelares, incluindo:
- Uso de tornozeleira eletrônica;
- Afastamento do serviço operacional;
- Proibição de contato com familiares das vítimas, testemunhas e outros investigados;
- Proibição de frequentar locais próximos às residências das vítimas;
- Recolhimento domiciliar das 20h às 5h, além de folgas;
- Comparecimento mensal em juízo;
- Proibição de se ausentar da comarca por mais de 10 dias sem autorização.
Entenda o caso
Os policiais foram detidos em 18 de agosto. As investigações apontam indícios de homicídio. A defesa, por sua vez, alega que as vítimas, que seriam integrantes de um grupo criminoso em busca de vingança após um feminicídio, teriam atirado contra os policiais, que reagiram ao ataque.
A Justiça, a pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB), converteu a prisão de temporária para preventiva apenas para o Tenente Álex William de Lira Oliveira, que está nos Estados Unidos e não se apresentou para colaborar com as investigações no prazo estipulado. Os outros cinco policiais, que estão na carceragem do 1º Batalhão da Polícia Militar, devem ser liberados na quarta-feira, 10 de setembro.
Os policiais investigados no caso são:
- Soldado Mikhaelson Shankley Ferreira Maciel
- Sargento Marcos Alberto de Sá Monteiro
- Sargento Wellyson Luiz de Paula
- Sargento Kobosque Imperiano Pontes
- Cabo Edvaldo Monteval Alves Marques
RESUMO DO CASO:
- Recusa: Cinco policiais presos no Conde se recusam a usar tornozeleira eletrônica.
- Condição para soltura: A Justiça determinou o uso do equipamento como uma das medidas cautelares para a liberdade.
- Alegação da defesa: Advogado afirma que os policiais “se sentem humilhados” e, por isso, não aceitam a medida.
- Outras medidas: A decisão inclui afastamento do serviço e proibição de contato com familiares das vítimas e testemunhas.
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