O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro em todos os cinco crimes apontados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Com esse voto, o julgamento está em 2 a 1 pela condenação do ex-presidente, já que Alexandre de Moraes (relator) e Flávio Dino votaram pela condenação. Ainda faltam os votos dos ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
Assim como já havia feito em relação a Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, e ao almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, Fux entendeu que Bolsonaro não integrou organização criminosa. Quanto aos crimes de dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado, relacionados às depredações de 8 de Janeiro, o ministro afirmou que não há provas de que o ex-presidente tenha ordenado ou instigado a destruição. “Falta nexo de causalidade”, declarou.
Em relação a Mauro Cid, porém, Fux votou por condená-lo por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, consolidando maioria para condenação nesse ponto.
CRIMES CONTRA A DEMOCRACIA
Fux também absolveu Bolsonaro das acusações de tentativa de golpe de Estado e de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O magistrado analisou três eixos: uso da Abin para monitoramento de autoridades, discursos e entrevistas contra o sistema eleitoral e suposta adesão a planos golpistas. Para ele, não houve provas de participação do ex-presidente em atos executórios.
No caso da Abin, ressaltou que o software suspeito deixou de ser usado em maio de 2021, antes do período apontado pela acusação. Sobre falas públicas de Bolsonaro, afirmou que a defesa de mudanças no sistema de votação “não pode ser considerada narrativa subversiva”. Em relação à minuta que sugeria estado de sítio, o ministro classificou como mera cogitação: “Se é minuta, é mera cogitação, jamais poderia se afirmar que houve execução”.
Fux destacou ainda que, segundo a própria delação de Mauro Cid, Bolsonaro não assinaria decretos de estado de exceção e não há comprovação de que a minuta incluía a prisão de autoridades como Alexandre de Moraes.
PUNHAL VERDE AMARELO E COPA 2022
Sobre o plano chamado Punhal Verde Amarelo, encontrado com o general Mário Fernandes, o ministro afirmou que não há provas de que Bolsonaro tivesse conhecimento do documento. Fux também colocou em dúvida a conclusão da Polícia Federal de que o material teria sido impresso no Palácio do Planalto. “As provas são insuficientes de que essa minuta tenha chegado a ser apresentada ao réu Jair Bolsonaro”, avaliou.
RESUMO DA DECISÃO:
- Fux absolveu Bolsonaro de todos os cinco crimes apontados pela PGR.
- Placar do julgamento está em 2 a 1 pela condenação do ex-presidente.
- Ministro entendeu que não há provas de ligação direta entre Bolsonaro e os atos de 8 de Janeiro.
- Bolsonaro também foi absolvido das acusações de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
- Mauro Cid foi condenado por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
- Fux descartou provas ligando Bolsonaro ao plano Punhal Verde Amarelo.
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