O hacker Walter Delgatti Neto reiterou, durante depoimento virtual à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (11), que a deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP) o contratou para invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserir um mandado de prisão contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Delgatti, que está preso em São Paulo por esse crime, trocou acusações com Zambelli, que também participou virtualmente da reunião. A parlamentar, que foi condenada a dez anos de prisão pelo mesmo crime e aguarda extradição da Itália, teve a perda de seu mandato recomendada pelo STF, e o processo de cassação está agora em análise na CCJ.
Em entrevista à imprensa, o hacker afirmou que conheceu Zambelli em 2022 e que ela o contratou com o objetivo de desacreditar a segurança do sistema de justiça e eleitoral brasileiro. Segundo Delgatti, a deputada teria prometido assumir a responsabilidade caso ele fosse pego. O hacker disse ainda ter recebido apoio financeiro e a promessa de um emprego, mas se arrependeu quando a promessa não foi cumprida.
Zambelli, por sua vez, classificou Delgatti como mitomaníaco e disse que ele alterou sua versão dos fatos diversas vezes. Ela reclamou de sua condenação, afirmando que o hacker inseriu 15 mandados de soltura de criminosos, além do mandado de prisão de Alexandre de Moraes. A deputada negou que Delgatti tenha permanecido 15 dias em sua casa, afirmando que ele passou apenas “algumas horas” no local.
O perito técnico da defesa de Zambelli, Michel Spiero, alegou que não encontrou documentos que comprovem a autoria intelectual da parlamentar. Segundo ele, as investigações se basearam em outros elementos, como o histórico de publicações de Zambelli no Twitter (atual X), e não levaram em conta a ausência de provas diretas.
A situação é considerada “única” pelo presidente da CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), devido à condenação de Zambelli já transitada em julgado e ao fato de ela estar detida fora do Brasil. O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), defendeu a colega, afirmando que “uma mulher não pode ser cassada por uma pessoa desqualificada que se contradiz em tudo o que fala”. Por outro lado, a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) criticou o processo, classificando a reunião como uma “lavação de roupa suja” e uma “narrativa para justificar a não cassação” do mandato.
RESUMO DA NOTÍCIA:
- O hacker Walter Delgatti Neto reafirmou à CCJ que a deputada Carla Zambelli o contratou para invadir o CNJ e emitir um mandado de prisão contra Alexandre de Moraes.
- Zambelli, que está presa na Itália, trocou acusações com Delgatti durante o depoimento.
- A deputada foi condenada a dez anos de prisão e teve a perda de seu mandato recomendada pelo STF.
- O processo de cassação de Zambelli está em análise na Câmara.
- A defesa de Zambelli alega que não há provas diretas de que a deputada tenha ordenado a invasão.
- O caso foi classificado como “único” pelo presidente da CCJ, devido às circunstâncias.
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