O presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), posaram abraçados nesta segunda-feira (29), durante a posse do novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. O gesto de descontração aconteceu em meio à crise entre Câmara e Senado provocada pelo arquivamento da PEC da Blindagem.
A decisão de enterrar a proposta partiu de Alcolumbre, após rejeição unânime da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O que previa a PEC
O texto estabelecia que parlamentares só poderiam ser presos ou processados criminalmente com autorização do plenário da Câmara ou do Senado, em votação secreta e com maioria absoluta.
Na Câmara, deputados — em especial do Centrão e do PL — acusam o presidente do Senado de “traição”, alegando que havia compromisso para que a medida avançasse. Para eles, além de romper o acordo, o Senado “humilhou a Câmara” ao sepultar a proposta e reforçar a narrativa de que se tratava de uma “PEC da Bandidagem”.
Mal-estar entre aliados
Nos bastidores, o clima azedou ainda mais porque Hugo Motta tem adotado postura conciliadora, evitando confronto direto com Alcolumbre. Deputados reclamam que o presidente da Câmara “fala uma coisa nos bastidores e outra diante da imprensa”, cobrando dele uma defesa mais firme da Casa.
No Senado, até mesmo aliados bolsonaristas reconhecem que seria insustentável aprovar a PEC diante da pressão popular e da resistência de lideranças como o presidente da CCJ, Otto Alencar. Entre os senadores, prevalece a avaliação de que o erro da Câmara foi ampliar demais o texto, incluindo blindagem para “qualquer tipo de crime”.
Foto para acalmar os ânimos
Diante do impasse, a foto de Alcolumbre e Hugo Motta sorridentes e abraçados simbolizou a tentativa de transmitir um clima de unidade institucional, mesmo com os dois no centro de um fogo cruzado entre deputados e senadores.
RESUMO DO QUE ACONTECEU:
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Alcolumbre arquivou a PEC da Blindagem após rejeição unânime na CCJ;
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Deputados acusam o Senado de “traição” e de “humilhar a Câmara”;
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Hugo Motta adota tom conciliador, mas sofre críticas internas;
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Senadores dizem que texto aprovado na Câmara foi amplo demais;
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Foto de Alcolumbre e Motta juntos tenta sinalizar unidade institucional.
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