TENSÃO MÁXIMA
Pai de Peron Filho acusa prefeito de “medo de aparecer” e reforça suspeitas sobre assassinato; Justiça inclui gestor como investigado

A crise política em Jacaraú ganhou novos contornos após declarações contundentes de Peron Pessoa, pai do vereador assassinado Peron Filho. Em entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, nesta quarta-feira (3), ele criticou a ausência do prefeito Márcio Aurélio Cruz em eventos tradicionais do município e afirmou que o gestor “tem medo de aparecer” e de prestar esclarecimentos sobre o caso.

O estopim, segundo Peron Pessoa, foi a ausência do prefeito na abertura da festa da padroeira, tradição desde 1962.
“Pela primeira vez, ele não apareceu para o hasteamento da bandeira. Colocaram uma vereadora no lugar dele.”
Ele ainda afirmou que Márcio Aurélio tentou simular presença no evento:
“Ele tirou uma foto na cavalgada para dizer que estava presente e sumiu.”

Peron Pessoa disse que o comportamento do prefeito durante as investigações reforça desconfianças:
“A imprensa não consegue chegar perto dele. Eu, que sou vítima, muito menos. Quando me vê, parece que se esconde.”

“Meu filho não aceitava curral eleitoral”

O vereador Peron Filho, morto com quatro tiros em setembro, vinha denunciando irregularidades da gestão municipal. O pai relata que o ambiente político era tenso e que o filho resistia a aprovar projetos “sem transparência”.
“Meu filho não aceitava transformar a Câmara em curral eleitoral.”

Ele afirmou ainda que parte da população já suspeitava que o homicídio tinha relação com disputas internas:
“Não ia chegar um ET aqui para dar quatro tiros no meu filho. Todo mundo sabia da divergência pesada na administração.”

Peron Pessoa sugeriu que outros nomes ainda não ouvidos podem ter participação no crime. Pediu apenas “justiça” e elogiou o trabalho do delegado Sílvio Rabello, apesar da pressão política.
“Ele teve coragem de tocar isso, mesmo com o prefeito sendo filho de ex-desembargador.”


Justiça prorroga prisões e inclui prefeito como investigado

Em meio à repercussão das declarações do pai do vereador, a Justiça da Paraíba prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária dos quatro suspeitos pelo assassinato de Peron Filho. A decisão, assinada pelo desembargador João Benedito da Silva, também formalizou a inclusão do prefeito Márcio Aurélio Cruz como investigado no caso.

A Polícia Civil justificou a necessidade de ampliar o prazo para evitar interferências, proteger testemunhas e aprofundar diligências. O Ministério Público deu parecer favorável. Segundo o magistrado, os elementos reunidos são “sérios e consistentes”, reforçando a importância da manutenção das prisões.

O processo havia sofrido atraso após a relatora inicial se declarar suspeita.

Peron Filho foi encontrado morto às margens da PB-071 no dia 26 de setembro. Com o prefeito agora no rol de investigados e as prisões prorrogadas, o inquérito entra em fase decisiva para esclarecer responsabilidades, motivações e a possibilidade — já levantada pela família — de crime político.


RESUMO DA NOTÍCIA:

  • Pai de Peron Filho acusa prefeito Márcio Aurélio de se esconder e faltar a eventos tradicionais;

  • Peron Pessoa afirma que filho resistia a pressões políticas e enfrentava conflitos internos;

  • Ele sugere que o crime tem motivação política e que outros envolvidos ainda podem surgir;

  • Justiça prorrogou por 30 dias a prisão dos suspeitos;

  • Prefeito foi incluído oficialmente como investigado;

  • Polícia Civil e MP justificam necessidade de aprofundar apurações;

  • Caso entra em fase decisiva e acirra crise política em Jacaraú.


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