O secretário de Meio Ambiente de João Pessoa, Welisson Silveira, detalhou nesta quarta-feira a situação envolvendo a ação judicial movida por um instituto de proteção animal que tenta determinar a transferência da leoa Leona, de 19 anos, do Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica). A ação foi protocolada após o episódio de 30 de novembro, quando um jovem invadiu o recinto dos felinos e morreu após ser atacado pelo animal.
Parque descarta sacrifício e remoção
Welisson reforçou que nunca houve qualquer possibilidade de eutanásia ou retirada da leoa, uma vez que o ataque ocorreu após a invasão do recinto — ambiente considerado território legítimo do animal.
“Leona agiu por instinto. Ela está saudável, acompanha exames e cuidados veterinários, e o recinto atende às normas técnicas.”
Segundo o secretário, a única hipótese de transferência seria se o recinto estivesse irregular, o que não é o caso.
Secretário acusa motivação política
Welisson afirmou que o instituto responsável pela ação — o mesmo que já ingressou com processos envolvendo o Parque da Cidade, corujas, gatos e carroças — estaria usando o discurso ambiental como instrumento político.
“É um instituto que tem como patrono um ex-candidato a vereador e deputado. Infelizmente, tem desvirtuado práticas ambientais buscando valorização pessoal e política.”
Ele classificou o pedido de indenização milionária como “sem objeto e sem fundamento”, já que solicita que o animal não seja sacrificado — medida jamais cogitada pelo poder público.
“Santuários ecológicos”: práticas sem regulamentação
Welisson também respondeu às propostas de envio da leoa para um suposto “santuário ecológico”. Segundo ele, o termo não existe nas normativas oficiais.
“Esses santuários, entre aspas, são fazendas abertas que recebem animais, pedem PIX, criam nomes fictícios e vendem certificados. Não existe previsão normativa para isso.”
Reunião com Ibama e defesa dos zoológicos
O secretário informou que está em Brasília e terá reunião com o presidente do Ibama, onde pedirá apoio institucional ao fortalecimento dos zoológicos.
“Os parques têm sido alvos de ataques injustos. Queremos apoio para garantir segurança, manejo adequado e evitar que ações desnecessárias prejudiquem o trabalho sério que é feito.”
O parque segue fechado por tempo indeterminado para revisão das medidas de segurança. O Ministério Público da Paraíba acompanha o caso. Leona permanece na Bica, saudável e sem previsão de transferência.
RESUMO DA NOTÍCIA:
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Welisson Silveira afirma que ação para retirar Leona tem motivação política;
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Secretário diz que nunca houve hipótese de sacrificar ou remover a leoa;
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Ataque ocorreu após invasão do recinto pelo jovem;
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Recinto é regular e segue normas técnicas, segundo a gestão;
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Pedido de indenização é considerado “sem fundamento”;
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Secretário critica supostos “santuários ecológicos”;
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Reunião com Ibama buscará apoio para fortalecer zoológicos;
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Parque segue fechado e Leona permanece na Bica, saudável.
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