REALISMO POLÍTICO
Pedro Cunha Lima admite inviabilidade da própria candidatura e PSD deve focar em eleger dois deputados federais em 2026

O presidente estadual do PSD na Paraíba, Pedro Cunha Lima, voltou a admitir nesta quarta-feira (3) que sua candidatura ao Governo do Estado em 2026 enfrenta sérias dificuldades. Em tom direto, o ex-deputado afirmou que a falta de base política pesa contra seu nome e pode levar o partido a concentrar esforços na chapa proporcional, especialmente com os reforços de Mersinho Lucena e Wellington Roberto.

“Eu não preciso ser candidato a todo custo. A vontade existe, de 0 a 10 é 10, mas o cenário nem sempre aponta para essa direção. Hoje estou fora do mandato e isso dificulta estruturar uma base.”

Pedro lembrou que em 2022, mesmo enfrentando uma disputa considerada desigual, contava com mandato federal e uma rede de prefeitos que sustentava sua campanha — cenário que não se repete agora.

Ele revelou ainda que uma pesquisa interna, prevista para ser divulgada nos próximos dias, deve ajudar a definir o caminho do PSD.
“Tenho conversado com Efraim e com Cícero com transparência. Se o PSD não tiver candidatura ao governo, vamos priorizar a proporcional. Eleger dois deputados federais é fundamental.”
A declaração foi dada em entrevista ao programa 60 Minutos, da imprensa da Paraíba.

PSD fortalecido

Pedro destacou também a confiança depositada pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
“Eu não posso receber a condução de um partido desse porte e terminar o pleito sem entregar resultado.”

O PSD ganhou musculatura com a filiação do deputado federal Mersinho Lucena, filho do prefeito Cícero Lucena — informação divulgada inicialmente pelo Fonte83 — e com o alinhamento de Wellington Roberto, que deixou o PL para apoiar Cícero. Juntos, eles consolidam uma nova formação política no estado.

As adesões fortalecem tanto a chapa proporcional quanto o projeto majoritário do partido, que tende a acompanhar Cícero Lucena, agora de volta ao MDB e pré-candidato ao Governo da Paraíba.

Nesse novo arranjo, o PSD comandado por Pedro passa a ocupar posição estratégica no centro das articulações para 2026.

Mesmo mantendo seu nome como possibilidade, o dirigente admite que o momento exige responsabilidade e leitura realista do cenário. A prioridade, agora, parece ser menos sobre seu destino pessoal e mais sobre consolidar o PSD como uma força decisiva no pleito de 2026.


RESUMO DA NOTÍCIA:

  • Pedro Cunha Lima admite dificuldades para manter pré-candidatura ao governo;

  • Falta de base política e ausência de mandato pesam contra seu nome;

  • PSD deve priorizar a eleição de dois deputados federais;

  • Pesquisa interna deve orientar decisões da legenda;

  • Filiações de Mersinho Lucena e Wellington Roberto reforçam o partido;

  • Tendência é de alinhamento com Cícero Lucena para o Governo do Estado;

  • Pedro diz que momento exige responsabilidade e estratégia.


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