O prefeito de Santa Rita, Jackson Alvino (PP), comentou nesta sexta-feira (27) o cenário de tensão política e denúncias de ameaças envolvendo parlamentares do município. A declaração foi dada à imprensa após solenidade promovida pela Prefeitura.
Jackson afirmou que episódios recentes exigem atenção das autoridades estaduais e da presidência da Câmara Municipal. “Eu só posso pedir a Deus proteção, pedir a Deus que dê discernimento e dê coerência à presidência daquela Casa. Eu tenho um líder do governo que no início do ano teve sua casa alvejada. Sua residência sofreu diversos disparos de tiro e isso é ruim. Isso é ruim para a democracia, isso é ruim para a população santarritense”, declarou.
O prefeito também mencionou a denúncia feita por um vereador que afirmou estar sofrendo ameaças. “Hoje eu vi mais um vereador dizer que está sendo ameaçado. Para mim ele demonstra muita força. As pessoas de bem não podem se calar, mas a gente precisa que o secretário de Segurança venha para Santa Rita. A gente precisa que o Governo do Estado se faça presente. A segurança pública tem que estar presente. A gente não pode se omitir quando parlamentares sofrem esse tipo de atitude”, pontuou.
Durante a fala, Jackson citou ainda um episódio de violência recente no município. “Agora há pouco, no Oitizeiro, no bairro de Santa Rita, houve uma chacina. Então, se o poder público, se nós enquanto representantes não nos posicionarmos, como é que a população vai ficar?”, questionou.
O prefeito voltou a cobrar prioridade na tramitação de projetos enviados pelo Executivo à Câmara Municipal. “Mandei no ano passado projetos de lei com recurso para educação de mais de 3 milhões de reais. Está na Câmara há mais de seis meses, correndo o risco de devolver. Tem projetos para contemplar a saúde, o hospital infantil, precisando ser aprovados. E o que a presidência faz? Coloca em pauta projetos para colocar pessoas presas para votar. Eu acho que precisa ser revisto a forma de se fazer”, ressaltou.
Ele também fez um apelo direto ao presidente da Casa Legislativa. “Eu peço discernimento ao presidente da Câmara. O que vai para a Câmara é benefício para a população. Reveja sua prioridade. Vamos fazer Santa Rita tocar em frente. Não vamos acabar com nossas festas, não vamos acabar com nosso São João. Não vamos deixar Santa Rita voltar ao que um dia foi. Faça como eu, venha para a rua, coloque obras nas ruas”, concluiu.
As declarações ocorrem após o vereador Clóvis Deloy publicar vídeo nas redes sociais relatando ameaças de morte e afirmando que outros parlamentares estariam sendo pressionados dentro da Câmara Municipal. No vídeo, o parlamentar também rebateu o presidente da Casa, Epitácio Viturino (PP), sobre um episódio envolvendo corte de energia, alegando que o problema teria sido causado por um caminhão que arrastou fios e um poste, e não por inadimplência.
Clóvis afirmou ainda que integra a base de apoio ao governo municipal e que projetos como reajuste para servidores e implantação de sistema informatizado estariam parados há meses.
O episódio amplia o clima de tensão política no município e coloca em evidência o debate sobre segurança pública e funcionamento institucional na Câmara de Santa Rita.




















