O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL), líder da oposição na Câmara dos Deputados, fez declarações duras ao comentar as investigações envolvendo o Banco Master e a morte de um dos presos na operação da Polícia Federal. A entrevista ao programa Arapuan Verdade.
Durante entrevista, o parlamentar afirmou que as investigações precisam avançar e que qualquer pessoa envolvida deve ser responsabilizada, independentemente de quem seja.
“Então quem for culpado que pague, pague caro. Pode ser meu pai, se estivesse vivo. Vamos aguardar as investigações e quem tiver culpa no cartório, que pague como determina a legislação brasileira”, declarou.
A operação que investiga o caso é a Operação Compliance Zero, que resultou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, apontado pela polícia como chefe de uma organização criminosa.
Ataque ao PT
Na entrevista, Cabo Gilberto também fez críticas diretas ao Partido dos Trabalhadores e afirmou que as denúncias envolvendo o caso atingem integrantes da legenda.
“Essas acusações que aconteceram ontem estão tendo ampla cobertura, mas vocês observam que no nosso partido a grande maioria são pessoas de bem. E do PT, a grande maioria são de marginais”, disparou o deputado.
Suspeita sobre morte de investigado
Um dos pontos que mais chamaram atenção na fala do parlamentar foi quando ele levantou dúvidas sobre a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado como operador ligado ao banqueiro investigado.
“Ontem morreu uma pessoa sob custódia do Estado. Por que essa pessoa morreu? Será que ela foi suicida mesmo? Ou suicidaram ela?”, questionou.
Segundo a Polícia Federal, Mourão teria tentado suicídio dentro da cela após ser preso na operação. Policiais realizaram procedimentos de reanimação e acionaram o Samu antes de ele ser encaminhado ao hospital.
A Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais informou que o investigado chegou a ser levado para o CTI e que foi iniciado o protocolo para confirmação de morte cerebral.
Acusação contra governo Lula
O deputado também afirmou que o governo federal estaria envolvido no escândalo financeiro e classificou o caso como um dos maiores crimes da história do sistema bancário brasileiro.
“Vocês viram também que o governo Lula está até o talo nessa questão do Banco Master. Recebeu o banqueiro autor do maior crime financeiro da história do Brasil. O sistema financeiro foi atacado como nunca com esse roubo do Banco Master”, afirmou.
De acordo com as investigações, “Sicário” seria responsável por executar ações violentas contra adversários da organização criminosa. Segundo a polícia, ele recebia cerca de R$ 1 milhão por mês para planejar agressões físicas e morais.
A investigação segue em andamento e deve apurar as circunstâncias da morte do investigado, além do possível envolvimento de outros nomes no esquema financeiro.




















