NA MIRA DO ÓRGÃO
MORTE DE BEBÊ: MPPB investiga denúncia de possível negligência médica em hospital de Campina Grande 

O Ministério Público da Paraíba instaurou, nesta segunda-feira (30), um procedimento para investigar a denúncia de possível negligência médica no atendimento a uma bebê no Hospital da Criança e do Adolescente, em Campina Grande. A criança morreu no domingo (29) e foi sepultada no dia seguinte.

O objetivo da investigação é esclarecer como ocorreu o atendimento e verificar se todos os protocolos médicos foram seguidos pelas unidades de saúde envolvidas. O caso está sob responsabilidade da promotora de Justiça Adriana Amorim, que atua na área da Saúde.

Diante da gravidade da denúncia, o Ministério Público determinou o envio de ofícios às direções do Hospital da Criança e do Adolescente e do Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. As unidades terão prazo de 15 dias para encaminhar informações detalhadas sobre todos os atendimentos prestados.

Entre os documentos solicitados estão cópias completas do prontuário médico da paciente, incluindo fichas de triagem, evoluções clínicas, registros de enfermagem, exames realizados, prescrições médicas, relatórios de transferências e atendimentos de urgência.

O Ministério Público também acionou a Secretaria Municipal de Saúde, o Conselho Regional de Medicina da Paraíba, o Instituto de Polícia Científica e o Serviço de Verificação de Óbito para que adotem as providências necessárias dentro de suas competências.

A Secretaria de Saúde deverá informar em até 30 dias se foi aberta alguma sindicância ou procedimento administrativo interno para apurar o caso, além de encaminhar eventuais relatórios já produzidos.

Já o Instituto de Polícia Científica e o Serviço de Verificação de Óbito devem informar a causa da morte, caso o laudo já esteja concluído, ou detalhar a previsão para a emissão do documento.

Entenda o caso

Segundo a família, a bebê foi levada pela primeira vez ao Hospital da Criança e do Adolescente no dia 20, apresentando sintomas gripais. Após o atendimento, ela recebeu alta.

Os familiares afirmam que a criança retornou outras vezes à unidade e teria sido novamente liberada. Um tio da bebê relatou que a médica teria atribuído a preocupação da mãe ao fato de ser a primeira filha e prescreveu medicação antes de liberar a paciente.

Ainda conforme o relato da família, o quadro da criança piorou após o retorno para casa, com sintomas como vômitos e secreção. Em nova ida ao hospital, no dia 23, a bebê teria recebido indicação de lavagem nasal e sido liberada novamente.

Horas depois, já em casa, a criança teria apresentado convulsões e foi levada novamente ao hospital durante a madrugada, sendo encaminhada diretamente para a área de atendimento de casos graves.

O tio da menina, que afirma atuar na área da saúde há mais de 15 anos, disse que chegou a sugerir um procedimento, mas que a recomendação não foi considerada. Por volta das 5h50 da terça-feira (24), a criança foi transferida para a UTI, onde foi intubada.

O caso segue sob investigação.

RESUMO DA NOTÍCIA:

• Ministério Público abriu investigação sobre o caso
• Bebê morreu após atendimentos em hospital de Campina Grande
• Promotoria quer saber se protocolos médicos foram seguidos
• Hospitais terão 15 dias para enviar documentos
• Secretaria de Saúde deve informar se abriu sindicância
• Laudo da causa da morte será analisado
• Família denuncia possível negligência médica

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