O deputado federal Ruy Carneiro (Podemos) nesta segunda-feira (27), e falou sobre supostas “tramas” políticas contra ele, negou qualquer convite formal para compor como vice na chapa de Lucas Ribeiro (PP) e ainda fez uma autocrítica ao admitir que pode ter errado ao não lançar o filho, Ruy Filho, como candidato a vereador nas últimas eleições.
Durante a entrevista, o parlamentar afirmou que existe um “senso comum” na política e na sociedade sobre comportamentos e padrões de vida, destacando que episódios recentes envolvendo uma fraude eleitoral que, segundo ele, foi anulada, acabaram prejudicando sua trajetória política, embora não tenham atingido sua reputação pessoal. Ruy reforçou que nunca passou por constrangimentos e atribuiu sua proteção à fé, afirmando que “Deus é amor, mas também é justiça”, dando a entender que eventuais responsáveis pelas situações enfrentadas por ele ainda terão consequências.
Ao ser provocado sobre quem estaria por trás dessas supostas articulações, o deputado evitou apontar nomes e disse que cabe apenas a Deus julgar, ressaltando que somente Ele conhece “todas as conversas, tramas e fatos”. A declaração manteve o tom enigmático e elevou a temperatura política ao sugerir bastidores ainda não revelados.
Ruy também comentou sobre a atuação política do filho, explicando que ele já participa ativamente das agendas e articulações, inclusive representando o pai em compromissos simultâneos em diferentes cidades. No entanto, admitiu que pode ter cometido um erro estratégico ao não lançá-lo como vereador, evitando críticas de nepotismo à época. “Talvez tenha sido um erro meu”, reconheceu.
Sobre a possibilidade de ser escolhido como vice em uma eventual chapa liderada por Lucas Ribeiro, o deputado foi direto ao afirmar que nunca houve convite formal e que o tema jamais foi tratado diretamente com ele. Segundo Ruy, as especulações surgem de análises comuns no meio político, como a tentativa de equilibrar forças regionais entre João Pessoa e Campina Grande, mas reforçou que, no seu caso, tudo não passa de conjectura.


























