O presidente da Cagepa, Marcos Vinícius, voltou a defender a parceria público-privada firmada para ampliar os serviços de esgotamento sanitário na Paraíba e negou que o acordo represente privatização da companhia. Durante entrevista à imprensa da Paraíba, o dirigente classificou as críticas feitas por adversários políticos como “mal-intencionadas” e afirmou que o foco do debate deveria ser a ampliação do saneamento básico no estado.
“O que as pessoas estão fazendo é fugir do mais importante, que é o benefício que essa parceria traz para a população da Paraíba”, declarou Marcos Vinícius ao comentar a repercussão da PPP. A parceria foi firmada com a empresa espanhola Acciona e prevê investimentos superiores a R$ 3 bilhões para ampliar o sistema de esgotamento sanitário em 85 municípios paraibanos ao longo dos próximos 25 anos.
Segundo o presidente da Cagepa, o modelo adotado não altera a relação da população com a companhia e mantém o controle da estatal sob responsabilidade do Governo da Paraíba. “Não entregamos nada a ninguém, até porque nós não vendemos empresa. Depois de mais de 20 anos, tudo volta para o patrimônio da companhia”, afirmou.
De acordo com Marcos Vinícius, a PPP será limitada ao setor de esgotamento sanitário. O abastecimento de água continuará sendo operado pela Cagepa, assim como a gestão administrativa e o relacionamento com os consumidores.
O dirigente também argumentou que o novo modelo permitirá acelerar investimentos necessários para cumprimento das metas do novo marco legal do saneamento, que exige universalização dos serviços até 2033.
Nos bastidores políticos, a parceria virou alvo de críticas de lideranças da oposição e de aliados do presidente Lula na Paraíba. O ex-governador Ricardo Coutinho (PT) afirmou que o Estado estaria “entregando o filé” da Cagepa à iniciativa privada.
Já o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) demonstrou preocupação com o modelo adotado e defendeu mais transparência no processo envolvendo a PPP do saneamento.
Em resposta às críticas, Marcos Vinícius afirmou que a Cagepa vive atualmente uma situação financeira diferente de anos anteriores e destacou que a empresa saiu de um cenário deficitário para alcançar capacidade de investimento e sustentabilidade operacional.
O presidente também reforçou que a companhia continuará pública e negou qualquer estudo para privatização do sistema de abastecimento de água na Paraíba.
RESUMO DA NOTÍCIA:
- Marcos Vinícius voltou a negar privatização da Cagepa;
- PPP foi firmada com a empresa espanhola Acciona;
- Contrato prevê mais de R$ 3 bilhões em investimentos;
- Parceria envolve esgotamento sanitário em 85 municípios;
- Cagepa seguirá pública e controlada pelo Estado, segundo presidente;
- Ricardo Coutinho e Veneziano fizeram críticas ao modelo adotado.
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