Vereadores, familiares e amigos prestam últimas homenagens ao ex-presidente da CMJP, Genivaldo Fausto de Oliveira

Vereadores, familiares e amigos prestam últimas homenagens ao ex-presidente da CMJP, Genivaldo Fausto de Oliveira

O corpo do ex-vereador foi velado na Casa e a celebração fúnebre foi realizada pelo padre Paulo Cordeiro

Vereadores, familiares e amigos prestaram as últimas homenagens ao ex-presidente da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) Genivaldo Fausto de Oliveira, durante o rito de despedida realizada no plenário da Casa, na manhã desta sexta-feira (29). Após a celebração fúnebre realizada pelo Padre Paulo Cordeiro, o cortejo seguiu para o sepultamento no Cemitério Parque das Acácias.  Ele tinha 92 anos de idade e uma história de dedicação ao povo de João Pessoa.

A sessão ordinária da última quinta-feira (28) foi encerrada em respeito à morte do ex-presidente da Casa. O velório foi realizado no Plenário, desde as 16h. A Mesa Diretora decretou luto oficial de três dias pela morte do ex-vereador.

A esposa e os três filhos de Genivaldo Fausto externaram seu afeto e o orgulho de tê-lo como uma presença marcante em suas vidas. Já os vereadores ressaltaram o legado que ele deixou como exemplo de superação e sucesso na vida pessoal e profissional.

“Tenho um orgulho muito grande de ter sido esposa dele a vida inteira. Ele foi meu primeiro namorado e meu companheiro, que vou perder pra sempre. Tenho orgulho do pai que ele foi pros meus filhos. Um homem pobre como ele, entrou na política e não se corrompeu. Tenho muito orgulho”, asseverou, Salete Santos de Oliveira, esposa do falecido.

Para sua filha, Rosemay Fausto, Genivaldo foi um grande amigo e orgulho de sua vida. “Fica um legado grande, imenso e bonito. Meu pai foi meu companheiro de uma vida toda, foi um amigo. Fico muito orgulhosa das homenagens e dos amigos que ele deixou, principalmente aqui na Câmara. Esse foi um legado enorme. Ele fez o bem para as pessoas e para família. Pra gente, ele é só orgulho”, enfatizou a filha.

Givanildo Oliveira, um dos filhos do falecido, enfatizou a presença exemplar e marcante que o patriarca exercia. “Fica uma saudade. A presença dele é muito forte e vai fazer falta. Não sabemos como vão ser as reuniões de família sem a presença dele. Vai ser bem difícil, mas é assim. Todos vão passar por isso um dia. É vida que segue”, comentou.

“A maior herança que ele me deixou em vida foram os ensinamentos, tudo que ele passou para nossa família, os valores que eu procuro passar para meus filhos. Tudo que sou hoje é por conta dele e da minha mãe. Ele é um exemplo. Veio da simplicidade e conseguiu se formar em Economia e encaminhar todos os seus filhos”, ressaltou Genivaldo Fausto de Oliveira Filho.

Vereadores lamentam prestimosa perda

O vereador Zezinho Botafogo (PSB) falou sobre o ex-presidente da Casa. “Eu trabalhava no Ponto de Cem Réis quando conheci Genivaldo, já vereador, um parlamentar atuante. Ele sempre gostou muito de abraçar as pessoas, sobretudo aquelas que mais precisavam. Era um desportista. Quem conheceu e conviveu com ele sabe o legado que ele deixa. Muita gente tem gratidão por ele ter aberto uma porta e dado uma oportunidade”, afirmou.

O vereador Durval Ferreira (PL) lamentou a morte do ex-vereador Genivaldo. “A minha amizade com Genivaldo era muito próxima, a gente se conhecia bem, andamos muito por vários lugares da cidade, principalmente quando íamos para Prefeitura ou alguma secretaria. Genilvado, para mim, era um dos patrimônios vivos da Câmara. Hoje, perde João Pessoa, perde a Câmara, além do bairro do Cristo. Ele era um homem duro, mas de um coração grande, atendia e resolvia muitos problemas daqueles que o procuravam. Lamentamos muito a morte dele”, falou.

Genivaldo Fausto de Oliveira – um Legado

Natural de Pilar, Genivaldo veio para a Capital ainda menino. Aos nove anos, como muitos da sua época, dividia as horas dedicadas aos estudos com o trabalho. Entrou na Câmara Municipal de João Pessoa como contínuo, em 1955, e galgou posições até chegar ao cargo de Diretor-Geral da Casa. Foi suplente de vereador nos anos de 1983 a 1988 e vereador titular por dois mandatos, de 1989 a 1996. Além de servidor e vereador, ele foi eleito presidente da CMJP no período de 1991 a 1992. Também atuou como advogado criminalista. Era conhecido pela firmeza e correção nas suas decisões, todas voltadas para o bem da cidade.

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