O governador e candidato à reeleição Lucas Ribeiro (PP) abriu o jogo sobre as articulações que antecederam a escolha de Lígia Feliciano para ocupar a vaga de vice em sua chapa nas eleições de 2026. Durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da FM 100.5, Lucas contou como diferentes nomes foram colocados à mesa e revelou detalhes das conversas políticas que envolveram a definição.
Segundo Lucas, o Republicanos chegou a ser procurado durante as articulações. O partido, no entanto, teria priorizado a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa da Paraíba. A partir daí, outras possibilidades passaram a ser avaliadas pelo grupo governista.
Entre os nomes discutidos estavam o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino, o deputado Eduardo Carneiro, Rafaela e a coronel Viviane. De acordo com Lucas, Viviane chegou a ser considerada internamente como uma opção “muito positiva” para a composição.
A escolha acabou recaindo sobre Lígia Feliciano, que, na avaliação de Lucas, reunia capacidade de agregar diferentes forças políticas, experiência administrativa e proximidade com o projeto político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Foi um nome que se chegou também num consenso.”
Lucas também destacou a experiência de Lígia, que já foi vice-governadora da Paraíba e ocupou função no Governo Federal. Para o governador, a presença de uma mulher na composição também foi considerada um fator importante na definição da chapa.
As articulações ocorreram depois de uma série de movimentos e mudanças de cenário dentro da base governista. Adriano Galdino chegou a ser apontado como um dos nomes cotados para a vaga, mas deixou a disputa após divergências sobre os termos da composição.
Eduardo Carneiro também perdeu força no processo. O deputado chegou a ser considerado para a vice, mas um vídeo antigo em que aparece pedindo votos para Jair Bolsonaro voltou a circular e acabou interferindo nas discussões internas.
Outro nome que ganhou espaço nas conversas foi o da coronel Viviane. A possibilidade de uma mulher na chapa passou a ser tratada como uma alternativa diante da necessidade de ampliar a composição política e manter o alinhamento com o campo governista nacional.
Lucas afirmou, porém, que o processo terminou sem rompimentos entre os envolvidos e classificou a construção da chapa como uma articulação política feita através do diálogo.
“Apesar das diferentes candidaturas colocadas à mesa, o processo terminou sem fissuras ou arranhões entre os envolvidos.”
A escolha de Lígia foi anunciada oficialmente em agosto. Filiada ao União Brasil, partido que mantém federação com o PP, ela passou a integrar a chapa de Lucas Ribeiro na disputa pela reeleição.
Com a definição, o governador encerrou uma das principais indefinições da composição governista para a eleição estadual. Agora, o desafio político é transformar a aliança construída nos bastidores em unidade eleitoral durante a campanha.
RESUMO DA NOTÍCIA: Lucas Ribeiro revelou os bastidores da escolha de Lígia Feliciano para sua chapa como candidata a vice-governadora. Segundo ele, nomes como Adriano Galdino, Eduardo Carneiro, Rafaela e coronel Viviane foram avaliados antes da definição. O governador afirmou que a escolha de Lígia ocorreu após conversas e consenso entre as forças políticas envolvidas.
FIQUE POR DENTRO: A escolha de Lígia encerrou uma disputa interna que envolveu diferentes nomes da base de Lucas. O governador também procurou minimizar possíveis desgastes provocados pelo processo e afirmou que a construção terminou sem fissuras entre os aliados.
LEIA MAIS: A composição da chapa de Lucas Ribeiro é mais um capítulo da disputa pelo Governo da Paraíba em 2026 e pode influenciar diretamente as alianças e estratégias dos principais grupos políticos do Estado.
























