O cantor João Lima se tornou réu nesta semana após a Justiça da Paraíba acatar a denúncia do Ministério Público do Estado (MPPB) por tentativa de feminicídio e outros cinco crimes relacionados à violência doméstica.
A denúncia foi motivada por relatos da ex-esposa de João Lima, a médica Raphaella Brilhante, que afirmou ter sido vítima de agressões desde a lua de mel, após o casamento do casal em novembro de 2025. As agressões teriam ocorrido de forma reiterada e foram registradas por câmeras instaladas na residência dos pais da médica, mostrando momentos de socos e cuspidas.
Além da tentativa de feminicídio, o Ministério Público aponta que João Lima deve responder pelos crimes de: estupro, lesão corporal no contexto de violência doméstica, violência psicológica contra a mulher, induzimento ao suicídio e ameaça.
Em janeiro de 2026, a Justiça decretou a prisão preventiva do cantor após a denúncia. João Lima se apresentou à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), no Centro de João Pessoa, e, após audiência de custódia, foi encaminhado para o presídio do Róger.
O processo agora segue tramitando na Justiça da Paraíba, e o cantor responderá pelos crimes descritos no inquérito. A decisão marca o início da fase judicial formal, na qual serão avaliadas as provas apresentadas pelo Ministério Público, incluindo os registros em vídeo e testemunhos relacionados às agressões.
Este caso reforça a atenção das autoridades para a aplicação da Lei Maria da Penha e para o enfrentamento da violência doméstica na Paraíba, especialmente em situações envolvendo figuras públicas.


























