O presidente da Cagepa, Marcos Vinícius, criticou nesta quarta-feira (20) a instalação da CPI da companhia na Câmara Municipal de João Pessoa e voltou a defender a transparência da Parceria Público-Privada (PPP) firmada para ampliação do saneamento na Paraíba.
Durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da Rádio 100.5 FM, o dirigente afirmou que a comissão aprovada pelos vereadores não teria como foco principal a discussão sobre a falta d’água na capital paraibana.
“A CPI não visa discutir falta d’água”, declarou Marcos Vinícius ao comentar o requerimento apresentado pelo vereador Ícaro Chaves (Podemos).
Apesar das críticas, o presidente da Cagepa reconheceu problemas no abastecimento em João Pessoa, mas afirmou que a companhia vem executando investimentos estruturantes para reduzir as falhas no sistema.
Segundo ele, ações como setorização da rede, implantação do Centro de Controle Operacional e substituição de tubulações já começaram a apresentar resultados em bairros da capital.
“Pergunta ao pessoal do Castelo Branco se hoje eles sentem os problemas que tinham anteriormente”, afirmou.
Marcos Vinícius também aproveitou a entrevista para defender a PPP firmada com a empresa espanhola Acciona, vencedora do leilão realizado em São Paulo para operação dos serviços de esgotamento sanitário em 85 municípios paraibanos.
O contrato prevê investimentos de aproximadamente R$ 3 bilhões ao longo de 25 anos para ampliação da coleta e tratamento de esgoto no estado.
Nos últimos dias, oposicionistas como os senadores Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e Efraim Filho (PL), além do ex-governador Ricardo Coutinho (PT), criticaram o processo e apontaram suposta falta de transparência na condução da parceria.
Em resposta, Marcos Vinícius afirmou que todas as etapas da PPP foram realizadas com publicidade e acompanhamento de órgãos de controle.
“Nós fizemos consulta pública de 30 dias, audiência pública, reunião com prefeitos e o edital ficou 90 dias publicado. Isso só teve transparência”, declarou.
O dirigente ainda negou que a PPP represente privatização da Cagepa e reforçou que o controle da companhia continuará sob responsabilidade do Governo da Paraíba.
Outro ponto abordado durante a entrevista envolveu rumores sobre uma suposta ligação entre a empresa espanhola Acciona e a Odebrecht. Marcos Vinícius negou qualquer relação.
“Não conheço. É um grupo espanhol que presta serviço em saneamento, rodovias e portos”, afirmou.
O presidente também criticou comparações feitas com modelos de privatização adotados em outros estados e afirmou que a Cagepa continua realizando investimentos considerados inviáveis para empresas privadas em determinadas regiões da Paraíba.
“Eu queria saber se empresa privada ia gastar R$ 475 milhões para levar água para o Curimataú e Seridó”, declarou.
Nos bastidores políticos, a instalação da CPI e a repercussão da PPP ampliaram o clima de tensão entre oposição e base governista em torno da Cagepa, transformando o tema em um dos principais focos do debate político para 2026.
RESUMO DA NOTÍCIA:
• Marcos Vinícius criticou CPI da Cagepa na Câmara de João Pessoa;
• Presidente afirmou que comissão não discute apenas falta d’água;
• Cagepa voltou a defender transparência da PPP com empresa espanhola;
• Contrato prevê cerca de R$ 3 bilhões em investimentos;
• Dirigente negou ligação da Acciona com a Odebrecht;
• Debate sobre PPP ampliou tensão política na Paraíba.
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