TRAVADA
Projeto que criminaliza a misoginia aguarda votação final na Câmara dos Deputados

O projeto de lei que criminaliza a misoginia aguarda votação final na Câmara dos Deputados. A proposta, já aprovada pelo Senado Federal em março deste ano, inclui a misoginia entre os crimes de preconceito e discriminação previstos na Lei do Racismo, tornando essas condutas inafiançáveis e imprescritíveis, com pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa.

O texto define misoginia como a conduta que exterioriza ódio ou aversão às mulheres. Além da criminalização, a proposta inclui a expressão “condição de mulher” entre os critérios de interpretação da Lei do Racismo, ampliando a proteção jurídica contra práticas discriminatórias motivadas por gênero.

De autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), o projeto recebeu parecer favorável da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), que apresentou um substitutivo aprovado por unanimidade no Senado. Durante a tramitação, a relatora defendeu que a medida responde ao crescimento dos discursos de ódio contra mulheres, especialmente nas redes sociais, e fortalece o enfrentamento ao feminicídio e à violência de gênero.

Na Câmara dos Deputados, a proposta teve a votação adiada para permitir a construção de um consenso entre governo e oposição. Um dos principais pontos de debate envolve a inclusão de dispositivos que reforcem a proteção à liberdade religiosa e à liberdade de expressão, temas levantados por parlamentares contrários ao texto atual.

Caso seja aprovada sem alterações pela Câmara, a proposta seguirá para sanção presidencial. Se houver mudanças no texto, o projeto retornará ao Senado para nova análise.

RESUMO DA NOTÍCIA:

  • Projeto que criminaliza a misoginia aguarda votação final na Câmara dos Deputados.
  • A proposta equipara a misoginia aos crimes previstos na Lei do Racismo.
  • A pena prevista é de dois a cinco anos de prisão, além de multa.
  • O texto já foi aprovado por unanimidade no Senado Federal.
  • A votação foi adiada para ampliar o diálogo entre governo e oposição.

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LEIA MAIS:

  • Câmara deve definir nas próximas semanas a votação do projeto.
  • Proposta amplia proteção penal contra atos de ódio e discriminação às mulheres.
  • Texto integra o conjunto de medidas de combate à violência de gênero.

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