27 de julho de 2026
A crise na Federação PSOL-Rede da Paraíba ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (27). Durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da Rádio Líder FM 100.5, a presidente estadual da federação, Cristiana Almeida, fez duras críticas ao pré-candidato ao Governo da Paraíba, Olímpio Rocha (PSOL), após a decisão da maioria da federação de rejeitar sua candidatura e oficializar apoio ao pré-candidato Lucas Ribeiro (PP).
Segundo Cristiana, Olímpio já tinha conhecimento de que sua candidatura não seria homologada pela federação e, mesmo assim, decidiu manter o discurso de enfrentamento. Para ela, a reação do pré-candidato se assemelha ao comportamento de grupos políticos que, segundo suas palavras, não aceitam decisões tomadas de forma democrática.
A dirigente afirmou que Olímpio tem o direito de recorrer da decisão, mas ressaltou que esse recurso deve ser apresentado à instância nacional da Federação PSOL-Rede, responsável por analisar eventuais questionamentos sobre deliberações estaduais.
Durante a entrevista, Cristiana também declarou que a pré-candidatura de Olímpio teria sido lançada sem qualquer possibilidade real de aprovação, classificando a iniciativa como uma tentativa de “jogar para a plateia”. Segundo ela, a decisão já estava consolidada dentro da federação e era de conhecimento das lideranças envolvidas.
A presidente destacou ainda que a deliberação foi tomada por maioria dos integrantes da Federação na Paraíba. De acordo com ela, a Rede Sustentabilidade possui oito votos na composição estadual, enquanto o PSOL conta com quatro, resultando na aprovação da posição favorável ao apoio a Lucas Ribeiro por oito votos contra quatro.
Com isso, a federação mantém a decisão de apoiar a pré-candidatura de Lucas Ribeiro ao Governo da Paraíba, enquanto Olímpio Rocha promete recorrer da deliberação junto à direção nacional.
RESUMO DA NOTÍCIA
A presidente da Federação PSOL-Rede na Paraíba, Cristiana Almeida, afirmou que Olímpio Rocha já sabia que sua candidatura ao Governo não seria homologada e comparou sua reação à de grupos que não aceitam decisões democráticas. Ela reforçou que a decisão de apoiar Lucas Ribeiro foi aprovada por maioria dentro da federação e que qualquer recurso deverá ser analisado pela instância nacional.
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