O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB) confirmou que assumirá a liderança da oposição na Câmara dos Deputados em 2026 — justamente no ano eleitoral que tende a ser um dos mais turbulentos da política brasileira. A escolha ocorre em meio a um cenário de forte instabilidade: Bolsonaro preso, a direita fragmentada e o PL pressionado pela própria base a reagir ao Supremo e à demora na votação da anistia.
Mesmo com as tensões internas, o nome de Cabo Gilberto emergiu como consenso dentro da bancada. Segundo o parlamentar, as assinaturas necessárias já foram reunidas e a oficialização será feita pelo atual líder da oposição, Luciano Zucco, com participação de dirigentes nacionais do PL.
“Meu nome foi escolhido praticamente por unanimidade. Estou feliz e lisonjeado”, declarou o deputado, que classificou a escolha como um marco para a Paraíba.
Postura endurecida e cobrança por anistia
Atualmente vice-líder da oposição, Cabo Gilberto assume o comando em um momento em que a direita tenta se reorganizar sem sua principal referência política livre para atuar. Nos bastidores, a expectativa é de que o parlamentar adote uma postura ainda mais dura e ideológica, alinhada às bases mais radicais do bolsonarismo — especialmente diante da pressão crescente para que a anistia seja votada.
Em entrevista à imprensa da Paraíba, o deputado voltou a mirar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por não pautar o tema.
“Eu já cobrei diversas vezes. Ele diz que são os líderes partidários. Chega na reunião e os líderes ficam fazendo corpo mole, e ele fala: ‘Olha aí, Gilberto, os líderes não querem votar’. A situação dele é desconfortável. Ser presidente da Câmara em um momento de ditadura como essa, onde a Suprema Corte vem chantageando parlamentares e presidentes de partido de forma explícita”, afirmou.
A ascensão de Cabo Gilberto coloca um parlamentar paraibano no epicentro da disputa política nacional, justamente em um momento decisivo para o futuro da oposição no país.
RESUMO DA NOTÍCIA:
- Cabo Gilberto será líder da oposição na Câmara em 2026;
- Escolha ocorre em meio à crise da direita e prisão de Bolsonaro;
- Deputado afirma que foi escolhido por unanimidade pela bancada;
- Expectativa é de postura mais dura e ideológica no enfrentamento ao governo Lula;
- Ele volta a criticar Hugo Motta por não pautar a anistia.
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