DISPUTA ORÇAMENTÁRIA
LDO de 2026 reacende disputa por emendas: relatório de Gervásio antecipa pagamentos e flexibiliza meta fiscal

O parecer do deputado federal Gervásio Maia (PSB-PB) à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 reacendeu o debate sobre o uso de recursos públicos em ano eleitoral. O relator incluiu no texto um cronograma obrigatório determinando que o governo federal deve pagar 65% das emendas individuais e de bancada até 30 de junho, ainda no primeiro semestre — período considerado estratégico por parlamentares que buscarão a reeleição.

A regra se aplica tanto às transferências especiais (emendas PIX) quanto às transferências regulares destinadas aos fundos de saúde e assistência social de Estados e municípios. Embora defendido como instrumento de planejamento, o mecanismo tende a potencializar a entrega de obras, repasses e equipamentos antes das restrições impostas pela legislação eleitoral, ampliando o capital político de deputados e senadores.

Durante apresentação da complementação de voto na Comissão Mista de Orçamento (CMO), Gervásio afirmou que a medida “garante previsibilidade aos gestores”. Nos bastidores, contudo, a antecipação dos pagamentos já era aguardada por parlamentares exatamente por ocorrer em um ano em que a maior parte deles estará nas urnas.

Além do ritmo acelerado de liberação das emendas, o relator introduziu um segundo ajuste relevante: a flexibilização da meta fiscal. O texto permite que o Executivo cumpra o objetivo pelo piso da margem de tolerância, o que, na prática, autoriza um resultado próximo de zero — mesmo que a meta central da LDO preveja um superávit de 0,25% do PIB (cerca de R$ 34,3 bilhões).

A mudança reduz a pressão sobre a equipe econômica e facilita a execução de gastos, incluindo as próprias emendas previstas no relatório. Para críticos, a combinação entre alívio fiscal e pagamentos obrigatórios amplia o espaço político para parlamentares e diminui a capacidade do governo de impor controle orçamentário.

O relatório segue agora para votação na CMO e, depois, no plenário do Congresso, onde o embate sobre o ritmo de execução das emendas deve permanecer no centro das discussões. Em um 2026 marcado por disputas eleitorais, o tema tende a continuar como uma das principais moedas de governabilidade.


RESUMO DA NOTÍCIA:

• Relator Gervásio Maia antecipa pagamento de 65% das emendas até junho
• Regra vale para emendas PIX e repasses para saúde e assistência social
• Medida é vista como estratégica em ano eleitoral
• Meta fiscal é flexibilizada, permitindo resultado próximo de zero
• Críticos afirmam que ajustes ampliam poder político de parlamentares
• Relatório segue para votação na CMO e, depois, no Congresso
• Disputa por emendas deve dominar o debate em 2026


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